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Mesa Redonda debate história de Ária Ramos no Paço da Liberdade

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Uma história onde talento e tragédia se misturam na breve trajetória da violinista Ária Ramos em Manaus, que viveu a transição dos séculos XIX e XX na capital amazonense. A morte da artista, em 1915, é também considerada o fim da era de ouro do Carnaval da Belle Époque na capital amazonense.

Parte dessa história será tema da mesa redonda que acontece neste sábado, 20, às 9h30, no Salão Nobre do Paço da Liberdade, Praça Dom Pedro II, Centro Histórico como parte da programação da exposição fotográfica ‘A última canção’, que entrou em cartaz nesta quarta-feira, 17, no museu, coordenada e idealizada pelo artista plástico e fotógrafo Tácio Melo.

A mesa será coordenada pelo vice-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), José Augusto Cardoso, pesquisador da biografia de Ária Ramos, e a presença dos figurinistas e maquiadores responsáveis pela produção da modelo Gabriela Nunes, que interpreta Ária Ramos nas 24 imagens em exposição.

Conhecedor da vida e obra da artista, José Cardoso afirma que mesmo depois de mais de um século, o assunto ainda desperta o interesse do público. Durante o encontro, ele promete levantar curiosidades e coincidências sobre a morte prematura da artista que eternizou sua figura como personagem inesquecível da história artística da cidade de Manaus.

“É um momento que vamos trazer à luz os fatos mais marcantes da vida de Ária Ramos. O talento, os amores e as atitudes que a tornaram tão amada e sua história tão interessante até hoje”, afirmou.

Homenagem

No carnaval de 1915, Ária Ramos se apresentava no baile do Ideal Clube, no centro da capital amazonense quando foi atingida por um tiro. Agora, 101 anos depois, uma releitura da história da artista, em formato de exposição fotográfica, relembra os passos de Ária Ramos e a arte concebida que encantou corações em uma época áurea. “É uma passagem importante da história artística de nossa cidade, apesar do fim trágico. Relembrar fatos como esse é resgatar esse passado, valorizando nosso lado artístico, e conhecendo um pouco dos nossos costumes”, afirmou o diretor-presidente da Manauscult, Bernardo Monteiro de Paula.

História

Os fatos daquela época foram relatados nos jornais. Depois que Ária Ramos foi fatalmente atingida, no momento em que executava a valsa de Aristides Borges, ela foi socorrida por participantes do baile e levada à Santa Casa de Misericórdia, onde morreu.

O dia 17 de fevereiro, dia que estreou a exposição, marca os exatos 101 anos de morte de Ária. Para a composição da exposição foram reunidas 24 fotografias de Tácio Melo, Rodrigo Tomzhinsky, Thaís Tabosa e Bárbara Umbra, todos organizadores da mostra.

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