Meteorito de R$3 mi está desaparecido desde incêndio no Museu Nacional

Um incêndio de proporções ainda incalculáveis atingiu, no começo da noite deste domingo (2), o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense

Um meteorito que vale três milhões de reais está desaparecido desde o incêndio no Museu Nacional, no início de setembro. O Angra dos Reis pesa apenas 70 gramas, e tem quatro centímetros de largura, mas já deixou pesquisadores de todo o mundo preocupados. Afinal, ele é a rocha mais valiosa dos mais de 400 meteoritos do Museu.

A carrega o nome Angra dos Reis, por ter sido encontrada, pela primeira vez, no litoral fluminense, em 1869. Ela foi a primeira a ser reconhecida, e mais de cem anos depois, outras rochas foram descobertas. Elas ganharam o nome de angritos, em homenagem ao Angra dos Reis. De acordo com a The Meteoritical Society existem apenas 28 delas no mundo.

Estima-se que o meteorito desaparecido tenha mais de quatro bilhões e meio de anos. Os pesquisadores acreditam que essa pequena rocha é capaz de levar à uma resposta final sobre a origem do Sol e dos planetas.

Ainda em busca do meteorito, a curadora do museu, Elizabeth Zucolotto, acredita que ele tenha resistido ao incêndio. Para ela, mesmo que ele tenha queimado ou danificado, ainda assim ele ainda será encontrado.

Na última semana, o ministro da Educação, Rossieli Soares, anunciou a transferência de R$ 8,5 milhões para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O dinheiro faz parte de um repasse de R$ 10 milhões que tem como destino as obras de restauração do museu.

Reportagem, Sara Rodrigues

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