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quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Métodos tradicionais de ensino de inglês enfrentam desafios no Brasil

O aprendizado da língua inglesa, essencial para o trabalho e viagens, enfrenta desafios com os métodos tradicionais de ensino no Brasil. O ator Carmo Dalla Vechia, que frequentou cursos de inglês tradicionais sem sucesso, é um exemplo dessa dificuldade. A desistência de muitos alunos pode estar ligada à abordagem cansativa e exigente das aulas tradicionais, especialmente em gramática, onde o progresso muitas vezes é lento.

Um relatório da Duolingo revela que o Brasil tem o maior número de escolas de inglês no mundo, mas apenas 5% da população brasileira sabe falar o idioma, e apenas 1% é fluente, segundo pesquisa do British Council com o Instituto de Pesquisa Data Popular.

O professor de inglês e especialista em linguística, Jorge Henrique, critica o ensino tradicional do inglês, que enfatiza falar como nativo e não traduzir. Segundo Henrique, a língua deve ser acessível a todos e a segregação, como a exigência de não ter sotaque, dificulta o aprendizado. Henrique propõe um método mais associativo e com humor, que levou para o ensino online em 2016 com a criação do curso “Inglês sem Neura” na plataforma Hotmart.

O método de Henrique, que considera a importância do idioma materno na aprendizagem, foi adotado por alunos como Carmo Dalla Vechia e Jucimara Martins. Dalla Vechia destaca a facilidade de aprender inglês de forma associativa ao português, enquanto Martins, morando no Canadá, superou seu trauma com os métodos antigos após adotar o “Inglês sem Neura”.

Para Henrique, aprender não é uma questão de falar bonito, mas de não se sentir segregado. Ele afirma que o idioma materno é uma ponte crucial para a aprendizagem e expressão em uma língua estrangeira. O sucesso do “Inglês sem Neura” na Hotmart como curso de idiomas campeão de vendas reflete uma mudança na abordagem do ensino de línguas, valorizando a individualidade e o conforto no processo de aprendizado.

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