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Meu filho não come verdura. E agora?

Medidas que podem ajudar ou atrapalhar o hábito da boa alimentação, sobretudo quando estamos lidando com crianças.

Os pais sempre elaboram maneiras para fazer o filho comer ou pelo menos experimentar alguns alimentos. Quantas vezes já não ouvimos as frases: “Ccoma o espinafre para ficar mais forte”, ou até mesmo, “Tem que comer arroz e feijão para poder crescer”. Isso mostra que além desses alimentos terem inúmeros benefícios, estamos incentivando os hábitos saudáveis desde a infância.

Alguns estudos publicados no Journal of Nutrition, mostraram que o incentivo à alimentação feito de maneira explicativa, falando sobre a funcionalidade de cada alimento, se torna mais eficaz, tornando a comida mais atraente e proporcionando uma boa experiência com os alimentos saudáveis. E aumentam-se as possibilidades de novas experimentações, quando os alimentos são oferecidos repetidamente.

Já na Introdução Alimentar do Bebê, a Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que, a partir dos 6 meses, já se tenha uma alimentação complementar, mesmo que até 1 ano de idade o leite materno seja uma fonte de proteína importante para a criança.

A SBP também orienta que, ao introduzir os alimentos, estes sejam sempre amassados com garfo, como as batatas e mandiocas. E, depois, aos poucos, apresentar frutas, verduras e carnes em pedaços. Também é importante que os alimentos não sejam misturados, e sim colocados separados, para que a criança saiba diferenciar sabores e texturas.

A recomendação da introdução do açúcar, é a partir do segundo ano. Mesmo que não haja nenhuma proibição, é melhor evitar esse alimento, que na fase em questão, não traz tantos benefícios. Muitos pais, por vezes, recorrem à suplementação, porém, ela só deve ser realizada caso o seu filho apresente alguma carência de nutrientes e com a supervisão do pediatra.

Atualmente, o índice de crianças que não comem verduras e vegetais só crescem, e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é necessário que sejam ingeridas, pelo menos, 400 gramas desse tipo de alimento todos os dias.

A melhor maneira de introduzir essas saudáveis opções na dieta do seu filho é desenvolvendo, antes de tudo, o gosto e a curiosidade da criança.

Hábitos simples e eficientes

Algumas dicas básicas são essenciais para a adoção do estilo saudável de alimentação já na infância. Confira!

• Caso você ache que seu filho esteja comendo mal, não se desespere, a criança costuma comer bem até 1 ano e meio, após essa idade, como o ritmo de crescimento desacelera, a necessidade calórica diminui, o que, consequentemente, faz ele ingerir volumes menores de comida.

• Algumas distrações na hora de comer, também podem ser um problema. Se o seu filho utiliza celular ou tablet nos momentos das refeições, ele deixa de prestar atenção no que e na quantidade do que está comendo, podendo atrapalhar a saciedade e interferindo no reconhecimento da textura e do sabor de cada alimento. O ideal é fazer com que ele se concentre no alimento, seja através de histórias sobre eles, seja conversando sobre o sabor de cada um.

• Os pais podem e devem auxiliar os seus filhos nesse processo de comer melhor, além de explicar os benefícios dos alimentos saudáveis, também podem oferecê-los de forma gradual, fazendo variações. Os pais também não devem possibilitar a substituição das refeições por doces ou salgadinhos, por exemplo.

• Uma diversão para os pequenos é participar do processo da realização e preparo dos alimentos, portanto, leve seu filho à cozinha; convide-o para fazer compras com você, para que ele veja a variedade de produtos; peça ajuda a ele para arrumar a mesa. Ou seja, faça com que ele se sinta parte de toda a produção. Além disso, tenha o costume de sempre fazer pelo menos uma das refeições à mesa.

• Não tente esconder em seu prato aquilo que a criança não gosta, é importante que ela sempre saiba o que está comendo. Uma ótima estratégia é preparar as suas receitas com legumes e vegetais de diversas maneiras, além dos modos diferentes de preparo.

• É importante que você comece a criar memórias para o seu filho em torno de uma alimentação saudável, assim, ele vai carregar uma consciência alimentar para o resto da vida.