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Ministério da Saúde atualiza lista de doenças ocupacionais

Covid-19. burnout e alguns tipos de cânceres compõem a lista. Advogado do Pará oferece apoio a pessoas que sofrem com alguma delas
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Foto: Governo Federal
No fim de novembro, o Ministério da Saúde anunciou a lista com a atualização de doenças ocupacionais. Dentre elas, estão distúrbios de músculos, alguns tipos de cânceres, covid -19, ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Foram 165 novas patologias.
Os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social deram parecer favorável aos ajustes, que entrarão em vigor no final de dezembro. Com essas alterações, será necessário que as autoridades públicas planejem a implementação de medidas de assistência e vigilância, visando prevenir tais doenças nos ambientes de trabalho. Isso contribuirá para tornar os locais de trabalho mais seguros e saudáveis.
Além disso, a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) foi o órgão que avaliou as inclusões. O papel da Renast é fundamental no desenvolvimento estratégico da atenção à saúde, juntamente com o Ministério e secretarias da saúde. 
Dados de doenças ocupacionais no Brasil são alarmantes: advogado do Pará garante amparo a essas pessoas
Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), sob a administração do Ministério da Saúde, revelam uma preocupante trajetória no que diz respeito às doenças ocupacionais no Brasil. No período compreendido entre 2007 e 2022, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou quase 3 milhões de casos relacionados a problemas de saúde associados ao ambiente de trabalho. Essa cifra expressiva destaca a magnitude do impacto das condições laborais na saúde dos trabalhadores brasileiros ao longo dos anos.

Ainda mais alarmante é a constatação de que, somente no ano de 2023, já foram notificados mais de 390 mil casos de doenças ocupacionais. Essa elevação significativa em relação aos anos anteriores sugere uma tendência de aumento na incidência desses agravos, sinalizando a necessidade premente de medidas preventivas e políticas de saúde ocupacional mais eficazes. Diante desse cenário, é crucial que se intensifiquem os esforços para promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, visando proteger a integridade física e mental dos trabalhadores no país.
O advogado Welliton Ventura, da Ventura Advogados do Pará, costuma lidar com muitos casos de doenças ocupacionais na sua rotina. Muitas vezes, pessoas que desenvolvem síndrome do pânico, ansiedade, depressão, burnout, entre outros, o procuram, seja para garantir seus direitos ou apenas para adquirir um pouco de informação sobre o assunto. 
Welliton tem uma equipe super competente e especializada em doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, que apoiada pela tecnologia jurídica fornecida pela ADVBOX tem inserido rotinas automatizadas na tramitação dos processos, acelerando mais o serviço jurídico e prestando um melhor atendimento aos clientes.

Qual o papel das empresas nesse cenário?
No contexto das crescentes estatísticas de doenças ocupacionais, as empresas desempenham um papel fundamental na promoção da saúde e segurança de seus colaboradores. Primeiramente, as organizações têm a responsabilidade de implementar e manter práticas de gestão de segurança no ambiente de trabalho, identificando e mitigando riscos ocupacionais. Isso inclui a adoção de medidas preventivas, o fornecimento de equipamentos de proteção adequados e a implementação de treinamentos regulares para conscientizar os funcionários sobre práticas seguras.
Além disso, as empresas devem cultivar uma cultura organizacional que valorize a saúde e o bem-estar dos colaboradores. Isso implica em promover um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional, estimular pausas regulares durante a jornada de trabalho e oferecer apoio psicológico quando necessário. Programas de saúde ocupacional e acompanhamento médico regular também são essenciais para identificar precocemente possíveis problemas de saúde relacionados ao trabalho.
Ao assumir um compromisso sério com a saúde ocupacional, as empresas não apenas cumprem suas responsabilidades éticas, mas também colhem benefícios tangíveis, como a redução do absenteísmo, aumento da produtividade e a construção de uma reputação positiva perante os colaboradores e a sociedade como um todo. Portanto, é imperativo que as empresas adotem práticas e políticas que contribuam para um ambiente de trabalho saudável e seguro.
A preocupação com a saúde mental dos trabalhadores é urgente
É evidente que a alarmante escalada no número de casos de doenças ocupacionais no Brasil, evidenciada pelos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), destaca a urgência de uma abordagem proativa por parte das empresas e das autoridades competentes. Sendo assim, é imperativo que as organizações reconheçam sua responsabilidade na promoção da saúde e segurança dos trabalhadores, implementando medidas preventivas robustas e cultivando uma cultura que valorize o bem-estar humano. 
Além disso, a colaboração entre empresas, órgãos governamentais e profissionais de saúde é crucial para desenvolver estratégias eficazes de prevenção e intervenção, visando reverter a tendência crescente de incidência de doenças ocupacionais.
A implementação de políticas que incentivem a qualidade de vida no trabalho, a ergonomia adequada, a formação contínua em segurança e a conscientização sobre os riscos ocupacionais são passos essenciais para reverter o quadro atual. Ademais, é crucial que as empresas invistam em ambientes que promovam o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, reconhecendo que a saúde dos colaboradores é um ativo valioso para o sucesso a longo prazo da organização. Nesse sentido, o engajamento de todos os setores da sociedade é indispensável para criar um ambiente de trabalho mais saudável, seguro e sustentável.
Em última análise, a abordagem holística para a saúde ocupacional não só protege os trabalhadores de danos físicos e mentais, mas também contribui para o desenvolvimento sustentável das organizações, fomentando uma força de trabalho mais produtiva, satisfeita e resiliente. Portanto, investir na saúde ocupacional não é apenas uma obrigação ética, mas também uma estratégia inteligente para construir um futuro onde o trabalho seja sinônimo de qualidade de vida.
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