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Moradores do Prosamim ganham certificado do projeto ‘Do Lixo ao Luxo’ e garantem renda extra no fim do ano

A exibição de produtos artesanais foi considerada um sucesso logo nos primeiros dias da exposição itinerante do projeto “Do Lixo ao Luxo”, que iniciou na última quarta-feira (16), na Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), localizada na rua Jonathas Pedrosa, no centro de Manaus.

Cerca de 33 moradores do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus, receberam certificados do projeto. No primeiro dia de exposição na sede de UGPE, os artesãos já iniciaram sua mostra com muitas vendas e elogios sobre a qualidade das peças.

Oportunidade – As oficinas ministradas pelo Prosamim aos moradores dos seus residenciais têm entre os seus objetivos a geração e o complemento de renda apara os moradores. O projeto consiste no reaproveitamento, reciclagem e customização de materiais que antes tinham como destino o lixo.

Esses materiais são coletados nas próprias residências e são transformados em objetos artesanais que são utilizados na decoração dos apartamentos ou para venda.

O coordenador da UGPE, Marcellus Campêlo, afirma que esse é uma ação muito especial para o Governo do Amazonas.

“Esse é um projeto de sustentabilidade socioambiental, com as oficinas tendo início no Residencial Liberdade, e, depois, devido à beleza das peças confeccionadas, o projeto migrou para outros ELOs (escritórios das unidades residenciais). Esses artesãos estão descobrindo o potencial de saber que das suas mãos pode-se gerar peças tão bonitas e um complemento de renda. Nosso trabalho é desenvolver cada vez mais esse projeto”, reforçou Marcellus Campêlo.

O diretor-presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Marcos Vinícius Castro, esteve presente na certificação dos artesãos e afirmou que o projeto é um importante meio de resgate social. “A Afeam tem uma linha de crédito para atender todos os possíveis clientes. Um projeto dessa natureza vai ao encontro do nosso trabalho porque a Agência tem esse papel de desenvolvimento social e sustentável do nosso estado”, disse. Ele acrescentou que os moradores passarão por uma capacitação com o Sebrae-AM para terem controle financeiro.

A técnica de enfermagem Maria Auxiliadora Vasconcelos tem 67 anos e é aposentada. Ela disse que é fantástico aprender na oficina e ressalta que a venda dos produtos ajuda com a renda extra. “Para mim é uma terapia. Tenho problemas nas mãos e o movimento me ajuda muito. Além de aprender coisas novas, é muito bom estar interagindo com os outros. Além disso, a venda me ajuda na compra das minhas medicações que são caras”.

Eliana Vasconcelos é professora e tem 58 anos e comentou sobre o enriquecimento do seu trabalho na oficina. “Como professora, já pratico esse trabalho com os alunos, e serve de terapia para qualquer tratamento de saúde. A socialização com outras pessoas ajuda muito e a atividade eleva a nossa autoestima”.

A assistente social Emelly Torres afirmou que os objetos da exposição foram muito bem recepcionados nessa quinta e sexta-feira na sede das Secretaria de Estado de Infraestrutura e Região Metropolitana de Manaus e que as artesãs já faturaram bastante com a venda dos produtos e com encomendas das peças que eram únicas e se esgotaram rapidamente.

FOTO: TIAGO CORRÊA

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