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Morre o médico nefrologista Reinaldo Gonzalez

Faleceu, neste sábado (03), o médico nefrologista Reinaldo Isidro Gonzalez Alvarez, CRM-AM 210, RQE 206, em Blumenau, Santa Catarina.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam), o médico, ex-Diretor do Hospital Universitário Getúlio Vargas ( HUGV), foi um dos fundadores da diálise no Amazonas, juntamente com a equipe da Clínica Renal.

“Ele também trabalhava pela Clínica Renal na área da Nefrologia no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. E foi diversas vezes conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas”, destaca o presidente do Cremam, Jorge Akel.

Júlio Mário de Melo e Lima, médico ortopedista e superintendente do HUGV, relembra e exalta os valores e a personalidade de Reinaldo Gonzalez, com quem aprendeu durante a Clínica Médica. “Depois eu trabalhei em plantões com o professor Reinaldo Gonzalez. Ele era simplesmente fantástico. Tratava todos com muito respeito. Não existia o dogma de professor. Era amigo, acima de tudo. A morte do professor Reinaldo é uma grande perda para o Amazonas”, declara Júlio Mário.

O professor titular aposentado da Ufam, médico aposentado do TJ-AM e atual vice-presidente do Cremam, José Bernardes Sobrinho, disse que o doutor Reinado Gonzalez era um grande amigo e excelente profissional. “Foi uma perda muito sentida para a sociedade amazonense”, afirma.

Biografia

Nascido em Assunção – Paraguai, no dia 15 de maio de 1942, o médico nefrologista Reinaldo Isidro Gonzalez Alvarez era filho de Jose Reinaldo Gonzalez Fernandez e da senhora Epifania Alvarez de Gonzalez, tendo uma irmã, apenas.

Cursou Medicina na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro e se formou como médico em 12/1996, no Rio de Janeiro.

Foi monitor da Clínica Médica no Hospital São Francisco de Assis ( RJ), no serviço do professor José Lopes Pontes, sob a orientação do professor Rodolpho Rocco – preceptor e amigo do doutor Reinado Gonzalez.

Cursou Residência em Clínica Médica no Hospital de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, com especialização e mestrado em Nefrologia pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Deixou três filhos. Exercia a Medicina há mais de 50 anos. Foi professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ingressando em 1969. Já estava aposentado.

Reinado Gonzalez atuou também como chefe do departamento de Clínica Médica, durante 15 anos e iniciou o ensino da Nefrologia na Região Norte do Brasil em 1969, ano da realização da primeira diálise peritoneal da Região Norte.

Foi um dos fundadores do Hospital São Lucas, com um grupo de professores da Ufam, em 1973, e da Clínica Renal de Manaus, junto do professor Antônio Duarte, em 1980, quando importaram dos Estados Unidos a primeira máquina de hemodiálise do Amazonas. Hoje, a Clínica é referência nacional e internacional da especialidade.

A Clínica Renal de Manaus projetou e participou do primeiro transplante renal com doador vivo , em conjunto com o Hospital Santa Júlia, em 1995.

Vale ressaltar que a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas e o grupo Clínica Renal de Manaus projetaram e iniciaram a primeira Residência Médica em Nefrologia da Região Norte do Brasil em 1996, com qualidade de excelência reconhecidas nacionalmente e referenciados pelos profissionais que hoje honram o Estado com os seus trabalhos nas Unidades de Saúde do Amazonas, Roraima, Rondônia, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

O doutor Reinaldo Gonzalez foi diretor do Hospital. Universitário Getúlio Vargas (HUGV) no período de 1990 a 1994.

Ele inaugurou a primeira Unidade de Tratamento Intensivo do Estado do Amazonas no Hospital Universitário Getúlio Vargas da Ufam, em 1992.

Era patrono da cadeira no 35 da Academia Amazonense de Medicina.

A frase que o saudoso médico nefrologista Reinaldo Gonzalez gostava de falar era: “Escrevi um livro, plantei mais de 500 árvores e ajudei a educar todos os médicos formados na Ufam, desde a primeira turma até a aposentadoria universitária. Considero missão cumprida em educação e saúde no Amazonas e agradeço a Deus por tudo que o Brasil me deu.”

Por Inácia Caldas Puga
Com a colaboração de Daniel Boechat

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