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Morre Sidney Rezende, ícone da toada de Parintins

Arquivo pessoal

Na madrugada deste sábado, por volta das 5h, em Manaus, morreu o músico Sidney Afonso Rezende de Mello, o Sidney Rezende. Ele tinha 65 anos.

 

O artista estava internado no Hospital Pronto Socorro 28 de Agosto, desde o dia 1º de abril, após sofrer uma parada cardíaca.

Toadas

Em seus mais de 30 anos de Parintins, Sidão produziu pérolas que lhe darão a imortalidade pela obra.

De cara, por exemplo, assim que chegou a Parintins, compôs, em parecia com Fred Góes, a toada “No brilho da lua”, gravada em 1991.

Depois, fez Andirá, com o saudoso Emerson Maia. Nessa música, Sidney chegou a confessar o seu encantamento pela arte musical parintinense.

É que nessa parecia, Sideney levou elementos novos para a música local. Mas acabou surpreendido por Emerson Maia, quando o chamou à parceria. Andirá tinha apenas uma parte da música. Coube a Emerson inserir novos versos e este acabou dando uma virada surpreendente na música colocando nela uma espécie de happy:

“Eu vou que vou

Vou numa boa

Não tem despesa eu viajo de canoa

E já me vou é piracema

O meu hotel é de fazenda em fazenda”

Depois, vieram “Pássaro sonhador”, que compôs com Zezinho Cardoso, sucesso de Fafá de Belém e de Arlindo Júnior.

Fez também, com João Melo, “Nações extintas”, “Nações extintas 2” e “Amor Proibido”, com Rui Machado.

Foi Sidney também o primeiro a gravar “O Amor está no ar“, de Chico da Silva. Fez isso com o Regional Vermelho e Branco.

Outra obra que imortalizará Sidney é “Vem descer o rio“. Nessa toada, ele sintetiza os elementos que são sua marca na canção amazonense: o violão, o vocal e, nesse caso, a moda de viola, que mostra sua origem mineira. Com informações do BNC

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