Mostra “Detetives da História” reúne projetos desenvolvidos em escolas da rede pública do Estado sobre Manaus

Professores de História e Geografia coordenaram a execução dos trabalhos

Uma mostra de trabalhos desenvolvidos por estudantes e professores da rede pública do Estado do Amazonas sobre a história da cidade de Manaus foi realizada na manhã desta quinta-feira (08/11), no auditório do Centro de Formação Profissional Padre José de Anchieta, na sede da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) do Amazonas, no bairro Japiim 2, zona sul da capital.

Em sua primeira edição, a mostra “Detetives da História” é coordenada pelo Departamento de Políticas e Programas Educacionais (Deppe), por meio das Gerências de Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e de Atendimento Educacional à Diversidade.

O gerente de Ensino Fundamental Anos Finais da Seduc, Eriberto Façanha, explicou que a mostra reuniu projetos que foram escolhidos por meio de seletivas de aconteceram nas coordenadorias distritais de educação (CDEs). “O objetivo dessa mostra foi fazer uma atividade com os professores de História e Geografia em relação à história da cidade de Manaus. A ideia foi realizar seletivas nas Coordenadorias Distritais e selecionar trabalhos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos. Os alunos e professores, principalmente, compraram a ideia de fazer o projeto. Foi um trabalho coletivo, os professores participaram da construção do projeto, os alunos se empenharam nas visitas aos pontos turísticos da cidade e a gente tem certeza que nosso objetivo foi cumprido”, explicou.

A representante da Gerência de Ensino Médio, Sheila Cordeiro, contou que o projeto permitiu aos estudantes um aprofundamento da história do Amazonas. “Acredito que o projeto foi inovador para a área de História. O conteúdo voltado para a História do Amazonas não é muito bem trabalhado na sala de aula, apesar de fazer parte do currículo. Esse projeto foi uma forma diferente de se tratar a história de Manaus, porque vem com um material diferenciado. Aqui, não tem perdedores ou vencedores, têm projetos que foram escolhidos para representar as coordenadorias, não quer dizer que são melhores ou piores que os outros”, disse.

Projetos – Um dos projetos apresentado durante a mostra, “Patrimônios edificados de Manaus”, foi criado pelo professor de História Renato Silva na Escola Estadual Carvalho Leal, no bairro da Cachoeirinha, zona sul.

Segundo o professor, o resultado do trabalho foi muito positivo e permitiu, inclusive, a integração entre a escola e a comunidade. “Dentro da proposta da Seduc, através do livro da professora Etelvina Garcia, nasceu esse projeto. Junto com os alunos, debatemos os patrimônios edificados de Manaus. Fizemos um recorte temporal do século 19 e o início do século 20 e para mim, como professor, foi uma grata surpresa ver que eles se envolveram com o projeto e foi tanto envolvimento que já nasceu um segundo projeto. Isso significa e mostra para nós um resultado fantástico. O nosso projeto saiu dos muros da escola e abraçou a comunidade”, ressaltou Silva.

A estudante do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Carvalho Leal, Júlia Carvalho de Araújo, de 13 anos, participou do projeto. Para ela, a atividade trouxe um aprendizado significativo. “Fiquei muito surpresa porque aprendi muito com esse projeto. Acho que o projeto vai trazer muitos benefícios para a minha formação”, explicou.

Outro projeto apresentado foi da Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Djalma da Cunha Batista. Intitulado “As transformações espaciais na cidade de Manaus no período áureo da borracha”, o projeto foi coordenado pelo professor da disciplina de Geografia, Raimundo Freitas, que resolveu abordar a temática através de uma peça teatral. “Apesar de eu trabalhar com Geografia, eu sempre digo que não dá para dissociar a Geografia da História. A gente achou melhor trabalhar com uma peça teatral, trazendo os povos antigos, e foi como a gente percebeu toda uma mudança espacial e social na cidade de Manaus. A gente tentou demonstrar toda essa transformação social a partir de um produto específico, que foi a borracha”, contou.

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SEDUC