As Principais Notícias do Estado do Amazonas estão aqui!

Mulher de fases vai ao médico e cuida da saúde, afirma especialista

Com períodos diferentes na saúde, as mulheres iniciam rotina de exames ainda na adolescência e com acompanhamento anual prevenção

A mulher passa por diversas fases ao longo da vida e a saúde precisa ser acompanhada desde cedo para que se torne um cuidado integral e também preventivo de doenças. No Brasil, mais de 51 % da população é formada por mulheres, de acordo com o IBGE.

Uma outra pesquisa, realizada pelo Ibope Mídia, sobre os hábitos e comportamentos das brasileiras com relação à saúde e consumo, mostra que 59% das mulheres procuram o médico apenas quando sentem que estão realmente doentes. Essa medida impede que doenças sejam descobertas precocemente e dificultam os tratamentos.

Mas qual é a hora certa de ir ao médico? O ginecologista-obstetra do Hospital da Mulher Anchieta, que também atua nas área de Laparoscopia e Histeroscopia, Dr. Almir Filipe Vellozo explica que não existe momento ideal. “Não tem uma idade específica para primeira consulta, mas fixamos a data da primeira menstruação para já procurar um ginecologista para as orientações gerais quanto ao sangramento e rotinas que devem ser feitas”, afirma o especialista.

A Adolescência

Com a chegada da menstruação, as adolescentes vão a primeira consulta ginecológica. “A princípio, tratando-se de pacientes adolescentes iniciando a vida, como são pacientes hígidas, não tem uma obrigatoriedade de rotina de exames. Fica a critério do profissional solicitar os exames que ele julgar necessário para esse primeiro momento ou se por ventura estiver investigando alguma alteração que foi vista”, explica Dr. Almir Filipe Vellozo.

Exames

– Ultrassonografia transvaginal ou pélvica (se paciente virgem);

– Ultrassonografia de mamas;

– Exames laboratoriais para avaliação metabólica e hormonal;

– Colpocitologia oncótica (prevenção/Papanicolau) – caso paciente não seja mais virgem;

– Sorologias em caso de população de risco.

Doenças que preocupam a vida inicial da mulher

Os corrimentos vaginais são a principal ocorrência na vida da mulher. A candidíase ou fungo Candida Albicans é a principal causa de consultas ginecológicas. Presente na flora vaginal, quando em evidência na vagina, causa corrimento brancacento, leitoso e prurido vaginal. A vaginose bacteriana (gardnerella vaginalis) também presente na flora vaginal, causa corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso e com odor fétido, caraterizado como cheiro de peixe podre.

Outros tipos de corrimentos devem ser avaliados para descartar a possibilidade de doenças sexualmente transmissíveis. “Além disso, nos deparamos muito na vida inicial de algumas mulheres com a SOP (Síndrome dos ovários Policísticos), condição que traz transtornos menstruais e metabólicos pra paciente, devendo cada uma ser tratada na sua individualidade”, explica o ginecologista-obstetra do Hospital da Mulher Anchieta.

Métodos contraceptivos e reposição hormonal

Existem hoje no mercado diversos métodos contraceptivos, entre eles os injetáveis (mensal ou trimestral), minipílulas combinadas ou não, dispositivos intrauterinos (Mirena, cobre ou cobre com prata), implanon (dispositivo subdérmico), adesivos e preservativos. “Não tem faixa etária certa pra se iniciar, desde que a paciente queira. É possível iniciar qualquer método, seja para prevenção de gestação para aquelas meninas que estão iniciando a vida sexual, para tratamento de alguma alteração menstrual, cólicas e etc. ou para tratamento de patologias, como adenomiose e endometriose”, conta o especialista.

Já no caso da reposição hormonal, a fase da vida da mulher é primordial. “A Terapia é destinada para as mulheres que entraram na menopausa e já não têm mais o funcionamento correto dos ovários nem produção hormonal. Pacientes com sintomas moderados a intensos de fogachos (calor), ressecamento vaginal, insônia, irritabilidade e etc., têm o benefício do uso da reposição. Já pacientes jovens, que realizaram ooforectomia (retirada dos ovários) também podem utilizar porque não têm produção de hormônio. Já em casos de retirada de apenas um ovário, não há necessidade de reposição hormonal porque o remanescente supre as necessidades do corpo”, explica.

Rotina

Quanto a frequência e rotina, o ginecologista-obstetra do Hospital da Mulher Anchieta diz que sempre que houver queixas ginecológicas deve-se realizar consulta. Caso não haja situações que necessitem de avaliação, o ideal é que seja feita uma consulta anual para realização dos exames periódicos, como a prevenção, exames de imagem e laboratório. “Com esse acompanhamento podemos diagnosticar precocemente qualquer possível problema”, conclui.

você pode gostar também