O Naça conseguiu reverter o placar de 2 a 0, do jogo de ida, e venceu o Princesa do Solimões por 5 a 1, na grande final, sagrando-se campeão estadual

Entre gritos, aplausos e muitas lágrimas, o Nacional Futebol Clube conquistou o seu 42º título do Campeonato Amazonense em 2014. Os mais de 5 mil expectadores que foram ao estádio Roberto Simonsen- SESI, no dia 24 de maio de 2014, foram testemunhas de um dos momentos mais emocionantes dos 55 anos de Barezão profissional. Nacional FC e Princesa do Solimões protagonizaram cenas que, mesmo após 5 anos, todos lembram de cada detalhe.

No jogo de ida, o Princesa do Solimões jogando em casa, ao lado de sua torcida abre 2 a 0. Já na capital, o Naça transforma o Sesi num caldeirão e vai em busca de um resultado considerado impossível para muitos, vencer por 3 gols de diferença para levantar o título. Fez muito mais que isso, venceu por 5 a 1.

Quem estava na arquibancada sentiu toda a emoção, pelo Princesa o gosto da derrota e pelo Naça, o da vitória. Mas, àquela final não foi somente a conquista ou perda de um título, aquela final mostrou o que o futebol é capaz de fazer.

Para celebrar os 5 anos desta conquista, o Leão da Vila Municipal vai mostrar, sob a ótica de alguns, a emoção daquele dia. Confira as declarações dos responsáveis pelo título:

O comando do elenco nacionalino estava sob a inteligência e frieza de Sinomar Naves, ao seu lado, uma comissão técnica de respeito, que vestiram e honraram o manto azul até o apito final. Tanta dedicação não poderia dar outro resultado, a não ser título. O técnico lembra emocionado daquele dia e faz questão de parabenizar todos os envolvidos.

“Quero nesta data parabenizar ao Nacional Futebol Clube, sua torcida, aos atletas, a comissão técnica e a diretoria que participaram daquela heroica e inesquecível conquista do título de 2014. Parabéns, Nacional”, disse o professor.

Os responsáveis pelo massacre dos cinco gols que deram o 42º título ao Mais Querido foram Bruno Potiguar (1), Léo Paraíba e João Douglas, duas vezes cada. Quem abriu o placar foi o meia, Bruno Potiguar e não demorou para Léo Paraíba ampliar. O terceiro também foi de Léo Paraíba. João Douglas fez o quarto e já nos acréscimos, fez o seu segundo na partida e o quinto do Naça, que sacramentou a vitória do Leão sobre o Tubarão.

Léo Paraíba é daqueles jogadores que carregam consigo alegria de jogar. Naquela partida, entrou como aposta de Sinomar Naves e não decepcionou. Foi o verdadeiro leão dentro de campo com a camisa do Naça. O atacante revela seu sentimento de fazer a rede do Princesa balançar duas vezes naquela virada histórica.

“Eu tenho muito orgulho. Fiz parte daquele elenco de 2014, que foi campeão e levou o time a vários campeonatos nacionais, aquele elenco que ninguém acreditava. A gente não lembra da confusão, mas sim de poder reverter aquele placar que ninguém acreditava. A emoção foi muito grande, não só pelo título, mas por ter revertido aquele placar e por ter feito gol. Fico muito feliz por ter feito parte do Nacional”, afirma.

Se para reverter o placar era preciso fazer dobro dentro de campo, João Douglas entendeu, também fez dois. E foi justamente dos pés dele que saiu o gol que deu o título. Nesta temporada, ele defende o Atlético-AC e fez questão de dizer que lembra dos detalhes como se fosse hoje e o quanto se sente honrado de ter ficado na história do Mais Querido.

“Lembro como se fosse hoje, da torcida, daquele clima, daquela energia. Lembro também daquela arrancada que eu dei para fazer o gol, o gol do título do Campeonato Amazonense de 2014. Fico feliz e honrado por sempre lembrarem de mim. Vamos Naça, com garra e com raça”, declara emocionado.

Se na frente, os jogadores de linha fizeram sua parte convertendo cinco gols, lá atrás, no gol, Wagner, também operou milagres. Por algumas vezes, o Princesa do Solimões ameaçou e ele se tornou a muralha azulina. Não deixou passar nada. O goleiro conta é grato por ter feito parte daquele elenco e que aquela data jamais será esquecida.

“Falar daquele jogo de 24 de maio de 2014, contra o Princesa do Solimões, em que a gente perde o primeiro jogo de 2 a 0 e, consequentemente, fica um pouco desacreditado pela derrota, vendo o pessoal do Princesa já dado como campeão e a gente vai naquele segundo jogo, consegue reverter para 5 a 1. Foi uma emoção muito gratificante na minha carreira, por ter feito parte dessa história, dessa partida e por ter levantado o troféu naquela ocasião. Então, foi um momento inesquecível na minha carreira e que a gente está sempre relembrando, com saudades daquele momento. Gostaria de mandar um abraço a todos”, ressaltou o goleiro do título.

O atacante Leonardo, aos 37 anos de idade, já pendurou as chuteiras, mas é um dos jogadores que fez história e se tornou muito querido no estado do Amazonas. Além do Naça, ele também já vestiu a camisa do próprio Princesa, Rio Negro e Fast Club. Porém, foi com o manto azulino que se tornou o Índio Negro da Amazônia. Mesmo aposentado, ele continua recebendo o carinho e respeito de ex colegas e torcedores. Ele aproveitou a data para revelar que o título do Naça foi o mais importante de sua carreira e com um significado especial.

“É título mais importante da minha carreira. Um título com um significado de superação de tudo o que eu passei e depois conseguir esse título tão importante para a torcida nacionalina. Que esse título possa ser lembrado daqui há 10, 15, 20 anos, durante toda nossa vida. Um abraço do Índio Negro”, completou.

FOTO: Ricardo Oliveira