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“Não houve impacto na construção civil”, diz empreiteiro português sobre a pandemia

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“Não houve impacto na construção civil”, diz empreiteiro português sobre a pandemia

Que vários setores foram profundamente afetados economicamente com a pandemia em todo o mundo, isso não é segredo para ninguém. No entanto, a construção civil está conseguindo superar as adversidades e mostrar que mesmo neste período tão difícil é possível vislumbrar um cenário positivo. Em Portugal, por exemplo, o otimismo do setor dá o tom das conversas neste início de novo ano.

Quem passa por um canteiro de obras pode ver a mesma imagem comum a todos os lugares do tipo: tijolo, cimento, areia, pedra. Funcionários trabalhando e levantando casas e edifícios projetados no papel. Olhando mais além, para o cenário econômico em especial, é possível observar que este é um dos setores que se mantiveram firmes mesmo em um ano tão difícil como foi 2020 com a pandemia.

É sabido que o isolamento social e o distanciamento físico provocaram quedas acentuadas em diversos setores da economia. Mas é possível ver que setores conseguiram superar estas adversidades e vivem um momento positivo. Em Portugal, por exemplo, uma área que teve um crescimento mesmo neste período difícil foi o da construção civil. Como bem destaca o dono da Construtora Inversil, o empreiteiro português Márcio Inverneiro, as obras por lá seguem a pleno vapor: “Estamos sempre cheios de demandas para cumprir, tanto é que já temos contratos assinados para executar uma série de obras até o fim do ano”.

E esta euforia do empresário se confirma com os números favoráveis divulgados sobre esse setor em terras lusitanas. Mesmo em um ano tão difícil, esta área fechou 2020 com um crescimento de 2,5%, tendo “vindo a demonstrar uma elevada resiliência aos constrangimentos causados pela pandemia da Covid-19”, revelaram, em comunicado, as duas principais associações portuguesas deste segmento: a AICCOPN e a AECOPS. Este relatório também apresenta um crescimento do valor bruto da produção do setor da construção em mais de 13 milhões de euros.

Interessante observar que estes dados positivos podem ser encontrados em uma situação em geral, mostra que a economia daquele país caminha para o sentido contrário. No documento, se destaca as “evoluções favoráveis, tendo em consideração a quebra de cerca de 9,3% prevista para o PIB este ano em Portugal”.

Este documento mostra ainda como o segmento da construção civil conseguiu passar por tantos desafios ao longo do ano; “O investimento (FBCF) em construção e o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do setor registaram variações de 4,3% e 3,2% nos primeiros três trimestres de 2020, em termos homólogos, e o consumo de cimento no mercado nacional já ascendia a 3,3 milhões de toneladas até ao final de novembro, o que corresponde a um aumento de 10,9% em termos homólogos”.

As associações apontaram neste relatório o crescimento de edifícios residenciais, “num contexto de elevada procura nacional e internacional e de taxas de juro historicamente baixas”, com a concessão de crédito à habitação a crescer 6,4% até outubro, “estima-se que o valor bruto da produção cresça 4,5% em 2020”.

Por outro lado, o setor de edifícios comerciais, tendo em consideração a quebra de atividade nos setores do comércio e do turismo, estima-se uma queda de 0,5% do valor bruto da produção em 2020.

Enquanto isso, no Brasil, a expectativa é também de crescimento neste segmento. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria relativa a novembro, a utilização da capacidade operacional neste setor atingiu 63% naquele mês, o maior nível desde dezembro de 2014, o que demonstra a alta confiança dos empresários desta área.

Do outro lado do Atlântico, o empreiteiro português Márcio Inverneiro já vislumbra um 2021 com muito trabalho pela frente: “Temos contratos assinados até o fim do ano. Então essa situação da pandemia não vai afetar o setor da construção, ao menos para a nossa empresa não há condições de isso acontecer”, completa.

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