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No dia do treinador, Lana declara: “Acho que até o fim da vida vou estar à beira do gramado”

Treinador azulino revela como entrou para o mundo do futebol e dá dicas para quem pretende seguir a carreira

Por trás de cada título do Naça, por trás desse time que enche o coração azulino de esperança, sempre esteve e hoje está um treinador de futebol. Por isso, nada mais justo que um dia do ano dedicado somente a eles. No dia 14 de janeiro é celebrado a data e, por isso, conversamos com o treinador nacionalino, Aderbal Lana.

O professor conta como entrou para o mundo do futebol. Segundo ele, uma feliz coincidência do destino.

“Eu tinha uma profissão quando comecei como treinador, era professor de educação física, fiz SENAI, ajustagem mecânica e, por felicidade e uma coincidência, me tornei treinador sem pensar muito nisso. Mas estou muito feliz por tudo aquilo que fiz, tudo aquilo que desejei eu consegui e mais feliz ainda, por ter tido uma vida, diria, bem melhor que muitos brasileiros. Tive mais fartura na minha mesa, tive carros bons, tenho casa, graças a sorte de ter conseguido essa profissão”, afirmou.

O comandante do Leão da Vila faz questão de revelar que se considera feliz e realizado por seus 40 anos de futebol.

“A minha carreira eu posso considerar vitoriosa, porque ao longo de 40 anos eu consegui uns 21 ou 22 títulos e isso me dá um percentual de 50%, quer dizer que a cada dois anos conquistei um título, mas não me vanglorio disso. As maiores conquistas vieram, principalmente pelos amigos que fiz e também pelos inimigos, pois no futebol quando você é honesto, angaria muitos amigos e surgem os inimigos, aqueles que querem lhe tirar aquilo que você faz. Então, você fica feliz que eles sejam seus inimigos, ao menos não os tem por perto. Mas tenha certeza, eu sou muito feliz, muito feliz. Espero continuar, eu acho, até o fim da vida eu vou estar à beira do gramado”, declarou.

Para os aspirantes a treinadores de futebol, o professor Lana garante que não há fórmula para a profissão, o segredo está em saber usar a inteligência e compara como era na sua época, quando começou.

“Na minha opinião não há escola para treinador. Para quem está começando, antes de tudo é aprender a ler um jogo, a estudar um jogo. A televisão hoje dá um poder maior de aprendizado que não tinha na minha época. As notícias eram poucas, as pesquisas escassas, não tinham bibliografias de jogos, treinadores que ensinassem. Então, era aprender olhando, fazendo treinamentos diferenciados. Ainda hoje eu assisto de 10 a 14 jogos por semana na televisão”, conta.

O recado para quem quer se especializar vem em tom de conselho: “Aquele que quer começar tem que estudar. Todo dia tem novidade, um posicionamento diferente, sistema de jogo diferente, mas aquilo que eu passo de mais importante é para que cada um tenha a sua filosofia de trabalho, a escolha dos seus jogadores, do seu pensamento dentro de um esquema tático, definido de acordo com as caraterísticas do seus jogadores. Então, tem que saber usar a inteligência para que se torne um bom treinador de futebol, que se destaque e ganhe títulos”, garantiu.

Atualmente, Aderbal Lana, com seus 72 anos de idade, está no comando do elenco nacionalino e busca o 44º título estadual para o Nacional Futebol Clube.

Foto: Ennas Barreto

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