“Nós somos a garantia da liberdade e da democracia”, afirma Bolsonaro em entrevista à rádio gaúcha

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, concedeu entrevista para a Rádio Guaíba na manhã desta terça-feira (23), por telefone. Entre os assuntos discutidos, Bolsonaro comentou sobre a fala de seu filho, o deputado eleito Eduardo Bolsonaro, que disse que “para fechar o STF bastaria um soldado e um cabo”.

“Ele não falou em fechar o Supremo Tribunal Federal. Eu já me desculpei, ele já se desculpou pelo mal entendido e vamos tocar o barco. Nós não somos ameaça à democracia, exatamente o contrário. Nós somos a garantia da liberdade e da democracia”.

Durante a entrevista, Bolsonaro também afirmou ser vítima de fake news. Segundo ele, a notícia de que as universidades públicas passariam a ser pagas é um exemplo de notícia falsa que foi espalhada contra ele.

“Como disseram há poucos dias. Um assessor de Bolsonaro quer cobrar mensalidade nas universidades públicas. Nem o nome do assessor o cara bota. Mentira, ninguém quer fazer isso aí”.

O candidato do PSL também falou sobre suas condições físicas após o atentado sofrido no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora. Bolsonaro afirmou estar apto para ir as debates, mas que situações de estresse podem colocar sua saúde em risco. O candidato afirmou que entre um debate e sua saúde, ele prefere a saúde.

“Então, a recomendação médica é a seguinte. Eu estou apto, mas com restrição. Em situação de estresse, pode romper a bolsa, posso ter outros problemas, ter uma recaída e ter que voltar ao hospital. Então, o que que é a decisão nossa: já que existe o risco, entre um debate e minha saúde, fico com a minha saúde”.

Bolsonaro também falou sobre o seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad. O candidato do PSL criticou o fato do petista ter falado que a crise do país só iria passar quando o ex-presidente Lula voltasse a ser presidente. Bolsonaro também chamou o petista de “pau mandado do Lula”.

“Tanto é que ele disse a pouco que essa crise que existe no Brasil, no momento, só termina quando o Lula for presidente. Ele não é um poste, ele é um pau mandado do Lula”.

Bolsonaro reiterou, também, que se eleito irá extraditar para a Itália, dentro da lei, o ex-ativista Cesare Battisti.

“Caso eu me eleja presidente, tudo farei, na forma da lei, para que esse terrorista Cesare Battisti volte para a Itália e cumpra a sua pena por quatro execuções que cometeu naquele país”.

Em 2010, no seu último dia de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu refúgio ao criminoso italiano Cesare Battisti, acusado de quatro homicídios na década de 70, na época em foi militante de um grupo de extrema esquerda.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes

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