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Nova tecnologia deve garantir sangue seguro no Amazonas

Anualmente, mais de 24 mil litros de sangue e 79.653 hemocomponentes (produtos sanguíneos) circulam no Amazonas por meio de uma rede exclusiva, chamada de Hemorrede do Amazonas. Todo esse sangue é utilizado para fins de urgência, emergência e manutenção da saúde de pacientes com doenças graves. A circulação do sangue e seus componentes exige um alto padrão de qualidade e segurança para que o ato transfusional não apresente risco de contaminação aos receptores.

Para garantir a máxima segurança e para atender à Portaria nº 5, do Ministério da Saúde (MS), a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), responsável pela Hemorrede Amazonas, conta com tecnologia de primeiro mundo. A rede faz a coleta, fracionamento das bolsas de sangue, exames de sorologia e NAT (Teste de Ácido Nucleico), exames de Imunohematologia e distribuição do sangue.

De acordo com a gerente de Sorologia do Hemoam, Cláudia Abrahim, 100% dos testes sorológicos e moleculares (NAT) realizados pela instituição são automatizados, o que reduz drasticamente a ocorrência de erro humano na manipulação das amostras e na consolidação dos resultados. Antes da liberação de qualquer componente do sangue para transfusão, o mesmo passa por uma série de exames, tais como dois testes para HIV, dois para hepatite B, dois para hepatite C (Sorologia E NAT), um para sífilis, um para HTLV e um para doença de Chagas.

“Utilizamos a mesma tecnologia que hemocentros dos Estados Unidos e Europa, tanto para a triagem sorológica quanto para a molecular (NAT). Tais tecnologias nos permitem avaliações com 100% de sensibilidade e no mínimo 98% de especificidade para as doenças transmissíveis pelo sangue”, destacou Cláudia, que também é farmacêutica bioquímica e mestre em Patologia Tropical.

Dados do Hemoam apontam que, só em 2018, 2.194 bolsas de sangue foram descartadas após a triagem sorológica e molecular, sendo 1.961 da capital e 233 do interior. As três maiores ocorrências para o descarte foram sífilis, em primeiro lugar; e hepatite B e C, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Todo sangue coletado por meio da doação voluntária passa por essa análise antes de ser distribuído e transfundido no paciente. Atualmente, o Hemoam atende com demandas de sangue, só na capital, 27 unidades de saúde, públicas e privadas.

FOTOS: Divulgação/Hemoam

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