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Novo equipamento amplia capacidade de processamento de testes de Covid-19

Com novo extrator de RNA Lacen processa até 2 mil amostras de RT-PCR por dia

O Laboratório Central de Saúde Pública da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (Lacen/FVS-AM) recebeu um equipamento de extração de RNA (material genético do novo coronavírus) e seis kits de extração, via Ministério da Saúde e repassadas pela empresa JBS. A máquina processa até 96 amostras em aproximadamente 30 minutos, permitindo ao laboratório alcançar até 2 mil testes RT-PCR processados por dia.

A máquina reduz em 90% o tempo necessário para obtenção dos resultados de testes para detecção da Covid-19, pela técnica RT-PCR, que é classificada como padrão ouro na detecção do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O farmacêutico bioquímico do Lacen, Guilherme Araújo, explica que a extração do RNA é o primeiro processo realizado para detectar a Covid-19.

“Toda amostra tem muito material, então a gente tem que extrair todo o RNA e DNA que tem dentro dessa amostra para analisar e comparar, detectar ou não o RNA da Covid. Esse processo de extração é, na verdade, um processo de purificação da amostra, uma purificação que tira somente o material de RNA ou DNA”, detalhou o farmacêutico.

Segundo o diretor-presidente da FVS-AM, Cristiano Fernandes, o equipamento otimiza o tempo de processamento das amostras, de forma automatizada, o que torna mais célere a extração de material genético do vírus para a população do Amazonas. “É um ganho muito grande que auxilia o trabalho do Lacen no diagnóstico da Covid-19”, destacou Cristiano.

De acordo com a diretora do Lacen/FVS, Tirza Mattos, é aguardado o recebimento de 22 mil testes de RT-PCR solicitados ao Ministério da Saúde (MS). “Foram processadas 7.600 amostras com os seis kits de extração de RNA recebidos inicialmente agora em fevereiro”, disse.

Outros vírus – Além de realizar a extração do RNA em amostras de secreções das vias respiratórias (do nariz e garganta) dos casos suspeitos, as extrações realizadas pelo equipamento podem ajudar no processamento de diversos outros tipos de vírus, como influenza, HPV, vírus da hepatite B e C, e os vírus causadores da dengue, zika e febre chikungunya.

A extração retira todo o material biológico de RNA e DNA, e que pode ser de outros vírus. “Nós pesquisamos, hoje, 15 vírus respiratórios além da Covid-19, todos a partir dessas amostras extraídas nesse aparelho”, acrescentou Guilherme Araújo.

Diagnóstico – O diagnóstico do novo coronavírus no Amazonas é realizado pelo Lacen/FVS, com 2 mil amostras/dia; laboratório da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), com 250 amostras/dia; e Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com 250 amostras/dia; totalizando 1,7 mil amostras por dia.

De março de 2020 (início da pandemia de covid-19) até o último dia 22 de fevereiro, foram realizados no Amazonas 116.999 RT-PCR. Desses, 42.385 foram resultados positivos para detecção do novo coronavírus, e 74.614 apresentaram resultado negativo.

Referência – A FVS-AM é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas e atua no monitoramento de doenças no estado. A instituição está na linha de frente no enfrentamento à pandemia de covid-19 no Amazonas. A FVS-AM sedia o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/FVS), que é o laboratório público de referência para detecção do novo coronavírus no Amazonas.

O Lacen/FVS funciona das 7h às 23h, na rua Emílio Moreira, 528, Praça 14 de Janeiro, zona sul de Manaus. A FVS-AM funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, zona norte de Manaus.

FOTO: Lucas Silva/Secom

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