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O equívoco da faixa azul e a omissão do plano de mobilidade urbana

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Depois das calçadas pintadas de vermelho na Av. Boulevard Álvaro Maia, que recebeu o nome de ciclovia, outro assunto que vem causando polêmica é a implantação da faixa azul, na Av. Constantino Nery. Devido à repercussão e a insatisfação da população, a vereadora Rosi Matos (PT), fez uso da tribuna nesta terça-feira (24) pronunciando-se contra os transtornos na consolidação do sistema BRS (Bus Rapid System) e o atraso no Plano de Mobilidade Urbana para o município.

Na avaliação da vereadora Rosi Matos, o projeto faixa azul é mais um equívoco da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).

“O superintendente do SMTU está há mais de duas décadas trabalhando no município, mas parece que até agora não sabe qual é o sistema adequado para Manaus e nem consegue fazer uma licitação. Só implanta trapalhadas no trânsito e causa mais transtorno à nossa população. Comprovadamente, o superintendente está com a validade vencida”, repudiou a parlamentar.

Rosi Matos disse que está estudando a possibilidade de acionar juridicamente a Prefeitura por implantar o sistema BRS, alegando que não há ônibus suficiente, por provocar caos no trânsito, multar condutores e não oferecer alternativa aos demais veículos que circulam na Av. Constantino Nery e no entorno.

“A Prefeitura de Manaus está cometendo uma sequência de erros. A faixa azul pode ser um grande projeto, sim, no papel, mas a realidade é outra. Não é preciso ter conhecimento técnico para observar as contradições. Se a intenção era contribuir, não contribuiu Prefeito. Hoje, completa o quarto dia de funcionamento da faixa azul e por que as linhas de ônibus não circulam apenas na faixa azul? Porque o projeto está equivocado. A fiscalização precisa começar em “casa”, alertou Rosi Matos.

Enquanto os ônibus não utilizam a faixa azul, os condutores fazem a troca e acabam recebendo multas. Na opinião da vereadora, falta um estudo mais detalhado para que esse tipo de falha não comprometa a continuação do projeto, embora a parlamentar acredite que este não seria o momento exato para implementação do mesmo e defende que a solução para o trânsito de Manaus está no Plano de Mobilidade Urbana que até então encontra-se estático, dependendo da boa vontade da Prefeitura, por meio do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), apresentar um estudo técnico.

“O Plano de Mobilidade Urbana está na marca do pênalti. O prazo se encurtou por total irresponsabilidade da Prefeitura e do Manaustrans, mesmo assim, ainda há tempo. Se o “Prefeito Cartão Postal”- como vem sendo chamado por aí – apresentar o Plano de Mobilidade, na mesma velocidade com que pedala de bicicleta na Ponta Negra, certamente a CMM fará a sua parte, evitando que Manaus deixe (novamente) de receber recursos federais por falta de projeto”, disse com indignação a vereadora petista ao afirmar que o Prefeito se preocupa somente em embelezar a cidade com pinturas e não oferece qualidade para a população.

A parlamentar disse ainda que, se a Prefeitura perder o prazo do Plano de Mobilidade, ela pretende processar o Município por omissão.

Internautas criticam o projeto faixa azul

As postagens no facebook, por meio de registros fotográficos, revelam a indignação dos condutores ao flagrar carros, motos e outros veículos competindo com os ônibus articulados. Ao acompanhar a repercussão nos canais midiáticos, a vereadora Rosi Matos, também se posiciona sobre o assunto e aponta o faixa azul como mais um projeto da Prefeitura que foge totalmente do principal objetivo do Plano de Mobilidade Urbana.

“A Prefeitura de Manaus precisa ser mais transparente porque não tem discutido esses projetos com a população e nem com o parlamento. Não tem um planejamento urbano coerente para a cidade. O povo está insatisfeito com o resultado dos projetos (ciclovia e faixa azul) que até agora não tem contribuído em nada. São milhões investidos e o povo não vê retorno. Decidem de portas fechadas e acabam fazendo obras absurdas. As ideias da prefeitura para a nossa cidade saem de uma caixa de tinta guache. Parece que a cidade está concorrendo à um concurso de pinturas. Falta mais respeito com a nossa gente e com a nossa cidade”, ressaltou Rosi Matos.

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