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O suicídio como consequência da covid-19

Neurocientista luso-brasileiro, membro da Federação Européia de neurociência, Fabiano de Abreu alerta para o perigo que estamos correndo mediante a saúde mental

Que a covid-19 poderia trazer consequências além da própria doença já todos esperávamos. A conjetura socioeconômica alterou por conta de todas as restrições e os longos períodos de confinamento fizeram os seus estragos. Já no início da pandemia o neurocientista Fabiano de Abreu alertou para as consequências que ela traria para a saúde mental e, nove meses depois ele reforça o alerta.

“Neste momento começamos a sentir as consequências a médio prazo e haverá muita gente que não saberá lidar com a realidade. No mês passado, no Japão, suicidaram-se mais pessoas do que aquelas que morreram durante todo o ano por covid-19.”, alerta o cientista.

Este padrão encontrado no Japão pode alargar-se a outros países uma vez que todos estão a receber um impacto muito semelhante.

“O aumento dos suicídios deu-se especialmente entre as camadas mais jovens da população e, as mulheres foram o grupo crescente. Socialmente sabemos que infelizmente estes serão os grupos que mais depressa perdem a sua estabilidade econômica e de empregabilidade durante uma crise.”, explica Abreu.

O neurocientista relembra ainda que o Japão devia ser tomado como um alerta.

“Toda essa atmosfera negativa mexe com os mensageiros neuronais que estabilizam e nos equilibram emocionalmente. Quando não cuidados, levam a problemas que podem chegar à depressão. O suicídio, como alguns dizem, não é um ato covarde e sim uma falta de razão mediante ao “bloqueio” de informações de regiões do cérebro. Essa doença mundial, que interfere na saúde mental, precisa ser vista de forma urgente ou perderemos mais vidas do que qualquer pandemia vista até hoje.”, explica.

Segundo Fabiano de Abreu, “o Japão foi até branco nas suas medidas restritivas quando comparado a outros países europeus ou americanos, portanto, devemos esperar aumentos noutros lugares do mundo. Infelizmente o Japão não é caso único mas os dados boa países asiáticos são mais divulgados quando se trata deste tema.”

Em jeito de conclusão Abreu destaca que ” infelizmente ainda não damos a importância merecida à saúde mental das populações. Principalmente em situações como aquela que vivemos em que muitos mais transtornos podem surgir.”.

Fabiano de Abreu é precursor no estudo do comportamento humano e a inteligência com relação ao uso da internet. Também tem artigos científicos publicados em revistas científicas internacionais sobre a fadiga, doenças mentais da atualidade, inteligência e terapia.

Referência: https://www.dn.pt/mundo/japao-mais-suicidios-num-mes-do-que-mortes-por-covid-19-em-todo-o-ano-13089581.html

Biografia / Formações

Fabiano de Abreu Rodrigues

Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de L’Homme de Paris

Doutor e Mestre em Ciências da Saúde com ênfase em Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University

Mestre em Psicanálise Freudiana e Lacaniana pelo Instituto e Faculdade Gaio

Especialização em Propriedades Elétricas dos Neurônios em Harvard

Especialização em Nutrição Clínica pela TrainingHouse

Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos

Pós Graduação em Neurociência pela Faveni

Neurocientista, Neuropsicólogo, Psicólogo, Psicanalista, Jornalista e Filósofo – integrante da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS – Federation of European Neuroscience Societies – PT 30079.

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