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Oficinas online do projeto Corpos Amazônicos iniciam neste sábado

As oficinas do projeto “Corpos Amazônicos em Cena” começam neste sábado, a partir das 14h, pela plataforma Zoom. Neste primeiro dia, o destaque é para o ancião Acei Sateré, com a oficina de “Língua Indígena Sateré-Mawé”, e também para Marinete Tukano, com a oficina de “Dança Tukano e Ancestralidade”.

O evento traz para o protagonismo das discussões representantes indígenas de diferentes etnias e segmentos culturais e ofertará durante um mês atividades artísticas formativas.

Segundo Francis Baiardi, gestora do projeto, o objetivo principal das oficinas é chamar a atenção de todos para a cultura indígena, para que ela tenha espaço e seja cada vez mais valorizada.

“O protagonismo das atividades é uma ação importante, em especial a língua indígena e a dança dos povos tukanos, porque a cultura indígena é uma filosofia de vida, é de uma riqueza extrema. Nós nortistas temos que dar o devido lugar para as atividades, para que elas possam reverberar nas ações como uma proposição de que a universidade também coloque na sua grade uma língua indígena, seja tukano, tikuna, sateré, pelo menos nesses projetos de extensão”, declarou Francis.

Sobre a oficina ‘Dança Tukano e Ancestralidade’, Marinete Tukano disse que será uma oportunidade para falar das danças tradicionais que ainda são pouco abordadas, principalmente pela nova geração.

“A dança é uma questão que faz parte do nosso cotidiano na aldeia e na comunidade e, infelizmente, é pouco debatido em meio às nossas realidades. Por isso, na oficina vou falar sobre os adereços usados, a tipos de música, mostrar que no povo Tukano existe essa cultura de dança e ritual. Além de falar também sobre o papel da mulher na dança, o respeito e a tradição”, explicou Marinete, que também agradeceu a organização do evento, que a chamou para participar da oficina.

“No povo Tukano quem fala mais são os homens, eles são os protagonistas, mas essa oficina coloca uma mulher como protagonista, uma mulher para falar da dança, isso é muito difícil por questões culturais, por isso estou feliz em participar. Na oficina vou falar da ancestralidade nossa como mulher”, completou.

Mais duas oficinas serão realizadas nos dias 30 e 31/3, às 14h: “Oficina de Libras”, com Ítalo Roan, e o “Diálogo: Música e corpo improvisador”, com Paulo Pereira e Francis Baiardi.

As atividades são online e terão tradução em libras. As inscrições podem ser feitas previamente por meio do link https://linktr.ee/ContemProducao também disponível no Instagram da Contem Dança Cia.

Programação

Além das oficinas, a programação inclui ainda palestras, mesas redondas. A agenda de atividades continua no mês de abril com apresentações artísticas nos dias 16, 17,23 e 24,30 e 1º de maio. Serão encenados os espetáculos “Apoena – aquele que Vê longe”, de Francis Baiardi; “Mestiçagem/Megacitsem”, da Contém Dança Cia.

Além disso, a programação conta também com os grupos de música e dança “Sahu – hyn Motim”, do povo Sateré-Mawé – Aldeia Sahu-Apé (Iranduba); Grupo de dança Mowatcha – Parque das Tribos (Manaus) e Grupo de Dança Indígena Beija Flor Tuyuca e Tikuna (Rio Preto da Eva).

“Corpos Amazônicos em Cena” foi contemplado pelo edital Programa Cultura Criativa 2020 – Lei Aldir Blanc, lançado pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC)

 

Foto: Acervo pessoal

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