Operação ‘Cashback’ – Justiça Federal prorroga prisão temporária de quatro envolvidos em esquema de corrupção no Amazonas

O advogado Lino José de Souza Chíxaro, ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), dois parceiros dele que atuam em um grupo de publicidade de Manaus e outro homem, que já teria trabalhado em benefício de Aziz, vão ficar mais cinco dias presos.

Nesta terça-feira (16), a Justiça Federal decidiu estender a prisão temporária dos quatro presos da Operação “Cashback”, que investiga ação de empresários em desvios de verbas da Saúde do Amazonas. A prorrogação das prisões é por conta da possibilidade dos envolvidos atrapalharem as investigações em caso de liberdade. A prisão preventiva do empresário Murad Aziz foi decretada pelo mesmo motivo.

A decisão é da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal e atende ao requerimento feito pela Polícia Federal e acatado pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo a PF, a prorrogação das prisões é para que a investigação siga sem possíveis interferências dos investigados.

A partir da apuração dos dados coletados, novas diligências podem ser realizadas, segundo polícia. Segundo a juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, algumas buscas e apreensões foram frustradas, de fato, o que demonstra a influência exercida pelos investigados na coleta de provas, mesmo presos. As informações são do G1 da Globo.

A Polícia Federal apontou que Lino Chíxaro, por exemplo, apagou todas as informações do seu celular, o que mostra que ele sabia das diligências que seriam efetuadas e eliminou provas para prejudicar a ação.

A Operação Cashback mostrou ainda que há uma ligação estreita de dois empresários, parceiros do mesmo grupo de publicidade, com o empresário Murad Aziz.

Segundo a defesa de Lino Chíxaro, a medida trata-se de ” uma suposição geral sem qualquer elemento de prova em relação ao Lino”. O advogado disse ainda que toma as providências para reverter a medida.

Os acusados ainda não deram declarações à imprensa