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Operação Sangria – Empresário Nilton Costa Lins Júnior atira contra policias federais

Ele achou que a casa estava sendo assaltada, diz nota

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (02), a quarta fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

Houve ações da PF no Hospital Nilton Lins e na casa do dono da unidade, Nilton Costa Lins Júnior, que foi preso. Durante o trabalho da Polícia Federal, o empresário chegou a efetuar disparos com arma de fogo.

Por meio de nota, Nilton Lins justificou os tiros dizendo que “por conta de um assalto sofrido anteriormente em sua residência. Ele pensou se tratar de uma nova ocorrência semelhante e disparou dois tiros de alerta dentro de casa”

Lei a nota na íntegra:

Sobre a operação e o cumprimento de mandados judiciais realizados, na manhã desta quarta-feira (2), em Manaus, os advogados do empresário Nilton Lins Júnior vêm a público informar:

· Por conta de um assalto sofrido anteriormente em sua residência, o empresário Nilton Lins Júnior pensou se tratar de uma nova ocorrência semelhante e disparou dois tiros de alerta dentro de casa. Não houve feridos e a situação foi prontamente esclarecida diante das autoridades presentes;

· O empresário não se dirigiu a nenhum local e permaneceu em sua casa durante toda a manhã acompanhando o desdobramento dos fatos;

· Desde sempre, o Grupo Nilton Lins segue firme na disposição em colaborar para o esclarecimento dos fatos perante os órgãos e  e entidades competentes.

Operação Sangria

 

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (02), a quarta fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

A ação da Polícia Federal visa a cumprir 25 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 06 de prisão temporária cumpridos na cidade de Manaus/AM e Porto Alegre/RS, além de sequestro de bens e valores, que, somados, alcançam a quantia de R$ 22.837.552,24.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado, de um hospital de campanha que, de acordo com os elementos de prova, não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Verificou-se, ainda, que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas, cujos serviços são prestados em apoio ao hospital de campanha, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão

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