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Opinião – O caso é só arrecadar

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Os governos, e suas máquinas arrecadadoras, não têm motivos para se queixar. Continua a ser observado, como de costume nos últimos anos, um expressivo crescimento na receita tributária, seja dos Estados – ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, seja das receitas administradas pela Secretaria da Receita Federal.

Esses números impressionam e intrigam. Essa transferência de riqueza, dos indivíduos e das empresas para o Estado, causa uma sensível distorção na divisão de forças da sociedade. Gera, segundo nossa avaliação, um perigo de ruptura entre o Estado e seus financiadores.

Até quando a sociedade civil privada, que trabalha, produz, investe, empreende e gera riqueza, vai tolerar financiar um Estado que pouco investe, que regula mal e que se interfere nas atividades privadas?

E o Brasil não tem dado esses sinais. Ao contrário. O governo privilegia setores econômicos, não ataca os problemas reais da economia (carga tributária e infraestrutura) e não planeja.

Também criticamos a falta de um estudo estratégico para o Brasil. Toda empresa, se quiser ter sucesso, tem seu planejamento estratégico. Qual é o plano estratégico do Brasil? Qual dos últimos governos de plantão elegeu as prioridades do país, seus gargalos, suas demandas, seus pontos fracos e fortes?

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