Manifestação Iranduba e Manacapuru
Moradores revoltados fecharam a rodovia neste domingo - Foto Divulgação

Uma força-tarefa formada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC/Aleam), Ministério Público do Estado (MP/AM), Defensoria Pública do Estado (DPE/AM) e Programa de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon/AM) cobrou da direção da Amazonas Energia celeridade e adoção de medidas urgentes para garantir o restabelecimento de energia elétrica nos municípios de Iranduba (27 km de Manaus), Manacapuru (68 km) e Novo Airão (115 km).

Nesta segunda-feira (22), os órgãos de defesa do consumidor, em reunião com o diretor da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa, apontaram os prejuízos acumulados pelos três municípios desde a última sexta-feira (19), quando foram afetados pelo “apagão”.

As cidades, que fazem parte da Região Metropolitana de Manaus (RMM), além da falta de energia elétrica, sofrem com a suspensão do abastecimento de água, dos serviços de telefonia e internet e, consequentemente, a precariedade no atendimento médico.

Na avaliação do presidente da CDC/Aleam, deputado estadual João Luiz (PRB), a Amazonas Energia tem a obrigação de atuar, de forma emergencial, com um plano B, em casos de apagão. “A empresa deveria estar preparada para atuar em situações de apagão. Afinal de contas, não é a primeira vez que a Região Metropolitana de Manaus sofre com a falta de energia. Por isso, estamos unidos para cobrar celeridade na resolução do problema”, afirmou o parlamentar.

No último final de semana, o deputado esteve em Iranduba e Manacapuru e acompanhou de perto todo o sofrimento da população desses municípios, cujo comércio já amarga prejuízos incalculáveis. “A situação é lastimável. Comerciantes com toneladas de alimentos estragados. Do outro lado, há quem queira tirar proveito dessa situação, triplicando o valor do garrafão da água mineral, por exemplo, que antes era R$ 8 e hoje é encontrado por até R$ 25”, lamentou.

O diretor da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa, informou que a empresa está trabalhando, dentro das possibilidades técnicas, para resolver a situação. “Nossas equipes já trabalham na transferência da usina termelétrica de Flores (em Manaus) para a cidade de Iranduba. Não tem como fazer diferente disso. Estamos atuando de forma ágil para reativar a distribuição de energia dos municípios e, para isso, vamos contar com o apoio dessa usina, com capacidade de 60 megawatts. Essa é uma medida paliativa de urgência. Paralelo a isso, as equipes de mergulho atuam para encontrar o cabo subaquático que foi rompido e que gerou a falta de energia”, explicou.

Além do presidente da CDC/Aleam, a reunião contou com a participação do promotor do Otávio Gomes, 51ª Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon); do defensor Thiago Nobre Rosas, da Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC); e do gestor do Procon/AM, Jalil Fraxe.

Visita

Nesta terça-feira (23), a partir das 9h, os representantes dos órgãos de defesa do consumidor que formam a força-tarefa acompanharam de perto os serviços das equipes da Amazonas Energia de transferência e instalação da usina de Flores para Iranduba. “Vamos acompanhar de perto todo o trabalho da empresa para garantir celeridade no processo. Não vamos tolerar prazos indeterminados para a conclusão desses serviços, esse é um caso emergencial e tem de ser tratado como tal”, ressaltou o deputado João Luiz.

Texto: Assessoria do Deputado