O ex-ministro Antonio Palocci assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (9). Dessa vez, a negociação foi fechada com os procuradores da força-tarefa da Operação Greenfield, deflagrada em 2016, e responsável por investigar desvios dos fundos de pensão, bancos públicos e empresas estatais.

Essa é a terceira vez que o antigo homem de confiança nos governos Lula e Dilma concede esse tipo colaboração. Os outros dois acordos assinados pelo ex-ministro foram feitos com a Polícia Federal de Curitiba e de Brasília.

Nas novas delações, Palocci tem como principal alvo seu antigo partido, o PT, e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Sobre Lula, ele já contou da atuação do ex-presidente em fundos de pensão. Entre os atos ressaltados por Palocci, está o acordo feito para que as fundações Funcef e Petros entrassem como acionistas da Norte Energia. A empresa é proprietária da hidrelétrica de Belo Monte.

Desde a última segunda-feira (7) que o ex-ministro tem revelado informações sobre aportes feitos por fundos de pensão de bancos e empresas estatais em troca de pagamento de propina para o PT.

Antônio Palocci cumpre prisão domiciliar em São Paulo desde novembro de 2018. A pena alternativa do ex-ministro se deu após o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, homologar delação premiada realizada entre Palocci e a Polícia Federal.

Reportagem, Marquezan Araújo

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