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Pcientes oncológicos não devem interromper tratamento durante pandemia do coronavírus

A descontinuidade do tratamento oncológico pode reduzir as chances de cura do câncer. Sendo assim, a orientação é que os pacientes deem prosseguimento às terapias e ao acompanhamento médico, mesmo no período de pandemia do novo coronavírus, desde que adotem medidas de segurança indicadas pelas autoridades de saúde, como o uso de máscaras, álcool em gel e a higienização adequadas das mãos com água e sabão, em especial em ambientes hospitalares. A informação é do cirurgião urologista da Urocentro Manaus e doutor em saúde coletiva, Giuseppe Figliuolo.

Ele explica que há tratamentos que não podem ser paralisados, como é o caso do quimioterápico e do radioterápico, os quais atuam na redução de massas tumorais denominadas malignas e previnem a disseminação da doença. Isso porque, se interrompidos, podem não apresentar a mesma eficácia quando retomados.

“Se o tratamento for interrompido, há ainda o risco de a doença pode evoluir”, explicou.

No caso das cirurgias indicadas na fase inicial ou intermediária do câncer, o ideal é que haja um acompanhamento antes, durante e após os procedimentos. “Quanto mais cedo ocorre a retirada do tumor, maiores são as chances de cura”, destacou.

*Seguimento*

Por ser considerada uma doença crônica, o câncer é tratado por fases. Após a detecção e a indicação/realização do tratamento, ocorre ainda o que especialistas chamam de Follow Up, ou, período de seguimento.

Dependendo do tipo do câncer, esse acompanhamento, com consultas periódicas, ocorre durante cinco ou dez anos após a conclusão da terapia. “Só consideramos um paciente curado quando ultrapassamos esse período sem a ocorrência de novos tumores, conhecidos como recidivas”, destacou Figliuolo.

Nos dois primeiros anos, as consultas ocorrem a cada seis meses. Depois, anualmente, com a realização de exames de suporte ao diagnóstico, como os de imagem, sangue, além dos exames de rastreio.

Se enquadram nesse perfil pacientes com neoplasias malignas no aparelho urinário (bexiga e rins, por exemplo), na próstata e no pênis, por exemplo. “Por isso, aconselhamos nossos pacientes a continuarem não só com seus tratamentos, mas também com os acompanhamentos posteriores. Como a permanência em ambulatórios não é recomendada, para evitar aglomerações, o Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou as teleconsultas”, explicou Figliuolo.

Tanto essa modalidade, conhecida como Telemedicina, quanto as consultas domiciliares, vêm acompanhadas de um ambiente mais seguro, sem a presença de muitas pessoas e com redução no risco de contágio por coronavírus.