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Pedagoga orienta pais a limitarem gastos com presentes no Dia das Crianças

Em tempos de crise econômica, ter uma conversa franca com as crianças, respeitando a capacidade de entendimento delas de acordo com a idade, é a melhor saída para não se enrolar com dívidas neste Dia das Crianças, de acordo com a pedagoga e professora da Faculdade Estácio Ana Paula Oliveira.

“A orientação é que os pais sejam claros. Não vamos criar crianças alienadas, então é preciso explicar para os filhos que o momento é de crise. Se não há condição de gastar muito, a família já expõe com antecedência essa situação e estabelece quanto pode pagar por um presente. Se pode desembolsar R$ 20, R$ 30 ou R$ 50, isso já tem que ficar decidido antes de sair para as compras”, aconselhou a pedagoga.

Como argumento para minimizar a tristeza que os pequenos podem vir a demonstrar, Ana Paula recomenda que os pais lembrem que a data é festejada todos os anos e que o tão esperado presente pode ficar para outra ocasião. “Essa é uma comemoração que tem todos os anos. Por conta do atual cenário, a criança pode não ganhar aquilo que sonhou agora, mas pode projetar para o Natal, aniversário ou outro Dia das Crianças. O importante é que os pais não se endividem por isso. Educação financeira deve ser trabalhada desde muito cedo e os adultos precisam ser o exemplo”, destacou.

Segundo a professora da Estácio, essas conversas já podem ser realizadas a partir dos 4 anos de idade. “Nós subestimamos muito as crianças, mas elas têm uma capacidade de compreensão incrível. Antes dessa idade, também é possível ir contornando as situações na vivência familiar. Ouço muita gente dizendo que não é bom levar as crianças ao supermercado para não gastar muito, mas penso o contrário. Tem que levar, sim, e já mostrar o que pode ser comprado e o que não pode”, afirmou.

Na hora da temida ‘birra’, a pedagoga aconselha os pais a respirarem fundo, tirarem a criança do local público e conversarem com calma e firmeza. “Quem dá piti quer plateia. Então, você tira a criança do meio da plateia e tem uma conversa franca com ela. É a melhor saída”.

Negociação

Além de fazer a criança escolher um presente dentro do valor estipulado – quando isso for possível -, Ana Paula observa que os pais também podem recorrer a alguns critérios na hora de presentear os filhos. “Falam muito que não se deve usar moeda de troca com as crianças para não torná-las mercenárias, mas nós trabalhamos por dinheiro. O importante é dosar, entender a proporcionalidade. Não é que a criança vá ganhar uma bicicleta porque tirou uma boa nota na prova de Matemática, mas um passeio especial, algo que a faça compreender que é preciso se esforçar para usufruir as recompensas. É mais um reconhecimento pelo empenho”, analisou.

Nessa negociação, a pedagoga lembra que quase tudo é válido, inclusive trocar os brinquedos e roupas por programas especiais em família. “Se não der para comprar algum objeto caro, por que não propor um passeio no parque, em uma lanchonete que a criança goste ou ao cinema? O importante é reforçar os laços familiares e lembrar que aquela data é especial não para ganhar presentes, mas para festejar o que a criança representa para aquele lar e a importância que ela tem para a sociedade. Isso é que é o sentido da comemoração”, frisou.

Fabricar os próprios presentes também é uma forma divertida de unir a família e celebrar a data. “Não é o valor que agrega importância às lembranças, é o que elas carregam de sentimento. Produzir um brinquedo com material reciclado, por exemplo, é uma ótima forma de fazer os pequenos se sentirem importantes e capazes. Não pesa no bolso, une a família e ainda gera uma lembrança a ser guardada”, sugeriu.

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