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Pedagogo dá dicas de brincadeiras para ajudar no desenvolvimento das crianças, durante o período de férias

As férias escolares são sinônimo de diversão para as crianças. Porém, nem sempre é fácil entreter os pequenos, sempre cheios de energia para gastar. Para ajudar os pais a organizar as brincadeiras, o professor do curso de Pedagogia da UniNorte, Rafael Melo, listou uma série de atividades divertidas e que vão ajudar no desenvolvimento das crianças.

Segundo o professor, as crianças dedicam grande parte do tempo à rotina de estudos, portanto, é na época das férias que têm a oportunidade de vivenciar novas experiências, através das brincadeiras. Ele explica que por meio das atividades, a criança forma conceitos, seleciona ideias, estabelece relações e se prepara para a realidade.

Rafael Melo destaca que cada faixa etária exige um tipo diferente de brincadeira. “Isso é importante para que a criança sinta-se incentivada a participar. Pais com filhos em idade diferentes devem planejar atividades de acordo com a faixa etária”, disse.

Para os que têm até dois anos, o professor indica atividades com brinquedos coloridos e que emitem sons, porque isso prende a atenção da criança. Além disso, uma dica é fazer passeios a parques ao ar livre, como o Zoológico do CIGS, Bosque da Ciência e Museu da Amazônia. Ler história também é uma atividade interessante, que contribui para a criatividade.

A partir de dois até os sete anos, as atividades indicadas são aquelas que desafiam a criança, como brincar de bola, andar de bicicleta, jogos de dama, xadrez, quebra-cabeça. O videogame também é uma opção, desde que o jogo contribua de alguma forma para o desenvolvimento da criança. Os pais também podem incentivar os filhos a criarem os próprios jogos, desenhar, pintar. “Dessa forma, a criança desenvolve o raciocínio lógico e a criatividade”, frisou.

Dos sete aos doze anos, as brincadeiras devem estimular o aprendizado de novas habilidades, como esportes, a prática de instrumentos musicais e trabalho com dobraduras. Programas culturais, como passeio ao cinema e teatro, também são uma opção. Em casa, as crianças maiores podem contribuir com algumas atividades, como cozinhar e montar a mesa para a refeição. “Isso ajuda a desenvolver o senso de participação e colaboração da criança. Com o auxílio dos pais, essa atividade pode ser bem divertida”, afirmou.

O professor orienta que, ao final das férias, os pais incentivem as crianças a escrever ou contar o que mais gostaram de fazer nas férias, como se sentiram e os locais que desejam visitar novamente. “Assim, a criança guardará na memória os momentos e brincadeiras mais divertidas das férias”.

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