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PEP – Como se proteger após uma exposição de risco

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A Aids é uma doença que há 30 anos desafia pesquisadores de todo o mundo à procura da cura. Nesse tempo de luta, enquanto não alcançamos um antídoto que possa reverter a presença do vírus HIV em um indivíduo infectado, os avanços seguem nas formas de prevenção e controle da doença. Os medicamentos estão mais modernos, com menos efeitos colaterais, o tratamento garante vitalidade e um sistema imunológico menos frágil. E para se prevenir tem camisinha masculina, camisinha feminina, profilaxia de pré-exposição… Mas, e quando existe o risco de infecção e você não se preveniu de forma alguma? É o que viveu Luana Melo, de 40 anos (nome fictício), atendente farmacêutica de 40 anos, de Minas Gerais. Morando em uma cidade pequena, ela teve uma relação sexual com um rapaz e logo em seguida suspeitou ter contraído o vírus.

“Essa pessoa que eu me relacionei, ela sumiu da cidade. Aí, depois surgiu um boato dizendo que ela estava com HIV. A família tirou ele da cidade. Então, eu comecei a ficar em pânico, ai eu comecei a ter sempre febre na parte da tarde, depois começou a aparecer umas coisas na minha boca. Foi ai que eu falei: ‘Eu estou com HIV’”.

Luana contraiu o HIV há três anos. Ela não sabia é que, após essa situação, ainda seria possível evitar a infecção caso tivesse acessado a rede pública logo em seguida e fizesse o uso de um outro medicamento preventivo. Para estes tipos de relações, desde 2010, o Brasil conta com a chamada PEP, ou Profilaxia Pós-Exposição. O médico infectologista Werciley Júnior explica como o medicamento é usado para impedir a infecção, mesmo depois do contato com o vírus.

“PEP é pós-exposição, então a pessoa já foi exposta ao vírus, ou seja, teve uma relação desprotegida, teve contato com o sangue, e com isso ele tem um risco de pegar DST ou HIV. Ele começa a tomar medicação para caso ele tenha adquirido o vírus, eliminar o vírus precocemente pra evitar que ele tenha a soroconversão. A PEP, então, ela é pós o contágio, tem que começar no máximo até 72 horas, ou seja, quanto mais precoce mais eficaz ela é e tem uma durabilidade de 28 dias.”

Nos últimos nove anos, o uso do PEP aumentou cerca de 404,65%. De acordo com o infectologista, a medicação é composta normalmente por três drogas e pode ter efeitos colaterais. O paciente que iniciar o tratamento deve tomar os remédios de forma ininterrupta por 28 dias, além de ser acompanhado por um médico por até seis meses. Ainda assim, o especialista explica que, mesmo tomando o medicamento, ainda há o risco de contágio, portanto as outras formas de prevenção, como camisinha ou a PrEP, coquetel utilizado antes de exposições, nunca devem ser descartadas. Use camisinha, conheça as outras formas de prevenção combinada, disponíveis no SUS, e proteja-se. Trinta anos do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br. Ministério da Saúde, Governo Federal.

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