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Pequenos escapes de urina podem afetar a qualidade de vida: urologista alerta para causas e tratamentos

Uro-oncologista Giuseppe Figliuolo

A incontinência urinária, um problema que atinge cerca de 5% dos homens em tratamento de câncer de próstata e até 35% das mulheres no climatério, pode manifestar-se em diversos níveis, incluindo pequenos escapes de urina durante atividades cotidianas, como tossir, espirrar ou realizar esforços físicos. O presidente da seccional amazonense da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cirurgião uro-oncologista Giuseppe Figliuolo, destaca que as causas são variadas e vão desde infecções urinárias até enfraquecimento dos músculos pélvicos e sequelas de cirurgias.

O médico alerta que os escapes de urina, considerados quadros de incontinência urinária, podem comprometer significativamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados. O desconhecimento sobre tratamentos disponíveis leva algumas pessoas a usar absorventes, enquanto em alguns casos, o problema pode ser tratado com medicamentos e fisioterapia. Em situações mais extremas, pode ser necessária intervenção cirúrgica para correção.

Figliuolo, que é doutor em saúde pública, ressalta que a incontinência urinária, principalmente entre mulheres, pode levar ao isolamento social e até quadros de depressão. Ele destaca a importância de procurar ajuda profissional para um diagnóstico preciso e a indicação do tratamento mais adequado.

Entre os sinais de pequenos escapes de urina estão a perda de controle ao tossir, espirrar ou realizar esforços físicos, urgência frequente em urinar e gotejamento após o xixi. A necessidade constante de ir ao banheiro e infecções urinárias recorrentes também são alertas que requerem avaliação médica.

Giuseppe Figliuolo enfatiza que uma abordagem individualizada por um urologista é essencial para alcançar um tratamento eficaz ou que minimize o problema, destacando a importância de não negligenciar esses sintomas que afetam a qualidade de vida.

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