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Pesquisas científicas da área da saúde são apresentadas em Seminário de Avaliação Parcial do PPSUS

Com objetivo de enfocar os principais problemas de saúde da população do estado, foram apresentados projetos científicos durante o Seminário Parcial de Avaliação do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), que ocorreu na terça-feira (22/10), no Hotel Nobile Suite Manaus Airport, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus.

Em sua quinta edição no âmbito do edital 001/2017, do Programa PPSUS, o Seminário Parcial de Avaliação foi organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Ministério da Saúde (MS) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O programa tem a finalidade de financiar projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) local.

No total, 10 projetos foram apresentados por pesquisadores de seis instituições de pesquisa: Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS).

Abertura – Participaram da mesa de abertura a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales; a secretária executiva adjunta de Assistência Especializada da Susam, Dayana Priscila de Souza; o chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) André Luís Willerding; o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jorge Luiz Maia; e o consultor técnico do Ministério da Saúde (MS), José Eloy dos Santos.

Márcia Perales destacou que, ao longo dos 16 anos de trajetória da Fapeam, muitas pessoas contribuíram para a política de CT&I no Amazonas. Em 2019, o Governo do Amazonas definiu a área como estratégica e prioritária para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado. Ela reforçou ainda que os seminários de avaliação parciais dos programas são importantes por permitirem aos coordenadores dos projetos ouvirem a opinião dos consultores externos.

“Temos a convicção de que o processo de monitoramento, acompanhamento e avaliação é crucial. Por isso que as atividades parciais são importantes, uma vez que se tem a oportunidade de redimensionar e intensificar o projeto para que se possa chegar ao final das pesquisas com os objetivos alcançados e com êxito”, enfatizou.

Dayana Priscila de Souza disse que é impossível pensar no Sistema Único de Saúde (SUS) sem pesquisa, e lembrou que o SUS é feito pela integração de ensino, pesquisa e assistência.

“Precisamos fortalecer cada vez mais a ideia da busca por respostas científicas e baseadas em evidências dentro dos nossos serviços de saúde. Hoje estamos dando um grande passo nessa construção, e estar em um evento como este resignifica a nossa atuação com o SUS melhor, integrado e interativo, que respeita os princípios que o constitui”, comentou.

Para o chefe do Departamento de Ações Estratégicas da Sedecti André Luís Willerding, “é importante incentivar a pesquisa e a tecnologia na área de doenças da região, em busca de melhorias para o sistema da saúde do nosso estado”, disse.

José Eloy, consultor técnico do MS, destacou que o seminário de avaliação parcial é crucial para o sucesso do projeto que está em andamento. “O acompanhamento de avaliação dos projetos é onde se consegue afinar os resultados que vão chegar, e também sanar problemas de execução da pesquisa em conversa com o coordenador. Isso permite uma melhor dinâmica, as vezes uma mudança no cronograma que não atrasa a pesquisa no final”, relata.

Segundo o presidente do CMS, Jorge Luiz Maia, é muito importante inserir o controle social, já que representa a sociedade em todos os seus segmentos. “Acho importante inserir o serviço de controle social em iniciativas de pesquisa, ciência e tecnologia e inovação para a contribuição do fortalecimento do sistema de saúde da nossa região”, disse.

Projetos – Um dos projetos apresentados durante o seminário foi desenvolvido pela pesquisadora do FMT-HVD, Camila Helena Bôtto, com o tema “Associação entre infecção por arbovírus e Storch na gestação e alterações no crescimento e desenvolvimento neuropsicomotor na criança até o segundo ano de vida”. No estudo, ela realizou o levantamento completo da situação que ocorreu em 2016 com a epidemia de Zika Vírus em Manaus com as gestantes.

“Foi avaliada a frequência da infecção em mulheres gestantes que apresentaram ZiKa nessa época. Busquei avaliar tanto o crescimento dessas crianças quanto o desenvolvimento neurológico psicomotor, e também avaliar os custos desse problema tanto sob o ponto de vista da paciente quanto com relação ao serviço público”, destacou a pesquisadora.

Outro projeto apresentado foi o da pesquisadora Priscila Ferreira de Aquino, da ILMD/Fiocruz Amazônia, com o tema “Avalização das características epidemiológicas e moleculares de mulheres tratadas com lesões precursoras do câncer de colo de útero no Amazonas”. A pesquisadora destaca que o câncer pode ser evitado, no entanto, caso a doença já afete a paciente, o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura.

“A pesquisa vai poder auxiliar nas possíveis condutas de rastreamento para o melhor prognóstico das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NICs), ou seja, na avaliação das lesões precursoras do câncer de colo de útero”, comentou.

PPSUS – No Amazonas, a Fapeam é agente executora do Programa PPSUS, que é estruturado pelo Ministério da Saúde e parceiros para apoiar e fortalecer o desenvolvimento de projetos de pesquisa que busquem soluções para as prioridades de saúde e atendam às peculiaridades e especificidades de cada Unidade Federativa (UF).

A aproximação entre os sistemas estaduais de saúde e de ciência e tecnologia e a comunidade científica, promovida pelo PPSUS, permite maior interação entre os atores locais para o fortalecimento da Política Nacional de Saúde.

FOTO: Érico Xavier

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