O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB) foi preso nesta quinta-feira no palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do estado. A prisão foi feito pela Polícia Federal a pedido da Procuradoria Geral da República.

Segundo a PF, a operação ocorreu baseada na delação premiada feita por Carlos Miranda, operador financeiro de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro e que atualmente está preso. Pezão era vice de Cabral.

Pezão foi preso durante operação Boca de Lobo da PF

Segundo as investigações, além de integrar o esquema de corrupção do ex-governador, Pezão montou um esquema próprio de desvio de dinheiro, assim que assumiu o governo do estado. Na delação, Miranda revelou que empresas e empreiteiras que tinham contrato com o governo faziam o pagamento em dinheiro aos envolvidos. As empresas destinavam cerca de 8% dos valores dos contratos como pagamento de propina.

Entre 2007 e 2014, segundo a delação de Miranda, Pezão recebeu quase R$ 40 milhões.

Além de Pezão, o secretário de Obras, José Iran Peixoto, o secretário de governo, Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, o servidor da secretaria da Casa civil, Luiz Carlos Vidal Barroso e o sobrinho do governador, Marcelo Santos Amorim são outros alvos da Operação Boca de Lobo, deflagrada na manhã desta quinta. A operação é um desdobramento da Operação Lava Jato.

Pezão é o quarto governador do Rio de Janeiro a ser preso, o primeiro ainda no exercício do mandato. Antes dele, Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus também foram presos, mas já como ex-governadores.

Ao todo, foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça 39 mandados judiciais, sendo nove de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão.

Reportagem, Raphael Costa

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