A Polícia Civil do Amazonas deflagrou ao longo de terça-feira (27/11) a segunda fase da operação “Chancela”, que resultou nas prisões de 16 pessoas, integrantes de uma organização criminosa especializada em roubos, furtos e adulteração de sinais identificadores de veículos automotores, além de estelionato e falsificação de documentos. Durante a operação foram apreendidos cinco carros, uma motocicleta, além de vários documentos.

Organograma da quadrilha

Iniciada por volta das 6h, a operação foi deflagrada pelas equipes de investigação da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv), sob a coordenação do delegado Cícero Túlio, titular da especializada, e contou com o apoio operacional do delegado-geral adjunto, Ivo Martins; Departamento de Polícia Metropolitana da instituição (DPM), Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Força Especial de Resgate e Assalto (Fera), Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), 5ª Seccional Centro-Sul, 2ª Seccional Norte, 12º, 16º, 19º e 20º Distritos Integrados de Polícia (DIPs), além de servidores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

O balanço da segunda fase da operação “Chancela” foi apresentado na manhã desta quarta-feira (28/11), às 11h, no prédio da Delegacia Geral, e contou com as presenças do secretário de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Amadeu Soares; delegado-geral e delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Estado, respectivamente Frederico Mendes e Ivo Martins, além dos demais delegados que participaram da ação.

“Conseguimos prender 16 pessoas e localizar cinco carros e uma moto, mas as investigações, necessariamente, avançarão para que tenhamos a recuperação de outros veículos subtraídos na capital e que não foram restituídos aos donos. Quero ressaltar que, em média, estamos recuperando entre seis e sete veículos automotores, roubados ou furtados na capital, quase todos os dias, durante as ações das Polícias Civil e Militar. Então, com o resultado da segunda fase da operação “Chancela”, a Segurança Pública do Amazonas está dando uma resposta positiva para a sociedade amazonense”, argumentou o secretário da SSP-AM.

O delegado-geral parabenizou as equipes que participaram da operação e se empenharam para o bom resultado dos trabalhos, além de fazer um alerta à população sobre a compra de veículos com restrição de roubo ou furto. “É a Polícia Civil nas ruas para garantir a segurança da população. Faço um alerta às pessoas que desejam comprar qualquer veículo automotor, para que tenham a cautela necessária, para sempre procurarem os órgãos competentes, seja Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) ou a Derfv, no sentido de evitar a compra de veículos roubados ou furtados, pois isso configura crime”, orientou Frederico Mendes.

Presos – Abraão Bentes Paiva, 22; Amarildo da Silva Medeiros, 42; Arlesson Nascimento dos Santos, 28; Carlos Leonardo Alencar da Silva, 30, o “Leo”; Christopher Bentes Collyer, 23; Daniel Sarah Filgueiras, 34, conhecido como “Panda”; Felipe Almeida dos Santos, 25, o “Transformer”; George André de Oliveira, 44, apontado como o líder organização criminosa; Herbert William Parente Celani, 29, o “Gordinho”; Hildeney Teles Duarte, 30, o “Ney”; Ivan de Araújo Moraes, 32; José Mario da Silva Medeiros, 41; Natanael Teixeira Serra, 19, o “Chamby”; Rafael Brasil da Silva, 28, o “Rafinha”; Raimundo Oliveira Neto, 28, o “Netão”; e Simas Ramalho Cabral, 23.

Operação – De acordo com o delegado Cícero Túlio, que coordenou as investigações em tono da segunda fase da operação “Chancela”, ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão temporária, sendo oito deles em bairro distintos da cidade, quatro no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), um na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), dois em Iranduba e um em Presidente Figueiredo, municípios distantes, respectivamente, 27 e 107 quilômetros em linha reta da capital. Outros sete mandados de busca e apreensão também foram cumpridos ao longo dos trabalhos. As ordens judiciais foram expedidas pela juíza Eulinete Melo Silva Tribuzy, da 11ª Vara Criminal.

“Foi uma ação exitosa da Derfv, com o apoio total das delegacias distritais vinculadas ao DPM, do Fera e da Seap, que nos favoreceu e propiciou realizar as investigações durante o curso de todos os procedimentos. Durante os trabalhos existiam pessoas vinculadas a esse grupo criminoso que operava de dentro de unidades prisionais. Conseguimos identificar todos os integrantes do grupo e ontem, durante as diligências, logramos êxito em mais essa operação, ao tirarmos de circulação esses 16 indivíduos e também recuperamos veículos roubados ou furtados e, posteriormente, adulterados pelo grupo”, explicou Túlio.

Investigação – Conforme Cícero Túlio, a organização criminosa estava sendo investigada há cerca de cinco meses. A autoridade policial explicou que, durante as diligências em torno do grupo criminoso, os policiais da Derfv identificaram que o bando operava em várias vertentes criminosas, além de estar estabelecido em diversos núcleos criminais.

Estrutura – Túlio esclareceu que dentro do grupo o núcleo administrativo, liderado por George, com apoio de Daniel, o “Panda”, era responsável por estabelecer as diretrizes de atuação da organização criminosa, distribuindo as funções de cada integrante e determinando as ordens para os demais núcleos do bando.

Já o núcleo operacional era responsável pelos roubos e furtos de veículos, bem como a clonagem dos sinais identificadores dos carros roubados ou furtados para serem comercializados no mercado negro. Faziam parte desse núcleo Natanael, Simas, Arlesson e Hildeney, que realizavam os roubos ou furtos de veículos; Christopher auxiliava nos roubos como piloto de fuga, bem como intermediava a vendas dos veículos adulterados; Rafael era responsável por promover a receptação dos veículos após a adulteração; Felipe realizava a adulteração dos sinais identificadores dos veículos; Hebert era responsável por manter contato com os demais integrantes da parte operacional do bando.

O titular da Derfv explicou que o núcleo financeiro era responsável por promover a comercialização dos veículos já adulterados e também por cometer estelionatos decorrentes do financiamento de veículos, utilizando cadastros de pessoas usadas como “laranjas” para lesar as instituições financeiras. Essa parte da organização criminosa era formada por Amarildo, Carlos, Ivan e Raimundo Neto, que atuavam cooptando pessoas para a realização dos cadastros falsos nas instituições bancárias. José Mario disponibilizou o próprio nome para a realização do cadastro de financiamentos bancários de veículos.

Atuação dos presídios – Túlio destacou que cinco integrantes da organização criminosa operavam de dentro do sistema prisional. Natanael, Simas, Herbert e Arlesson, que estão cumprindo pena no CDPM por crimes distintos, incluindo roubo. Já Abraão está cumprindo pena na UPP.

O titular da Derfv disse, ainda, que o grupo criminoso tem braço operacional em outros municípios do interior do Estado. Os irmãos Amarildo e José foram presos pelas equipes policiais em Iranduba. Ivan foi encontrado pelas equipes no município de Presidente Figueiredo.

Trâmites – O titular da Derfv informou que os 16 presos foram conduzidos ao prédio da especializada, onde serão indiciados por organização criminosa. “Durante os procedimentos cartorários, iremos destrinchar o crime cometido por cada indivíduo no grupo e indiciá-los pelos respectivos delitos, além de organização criminosa”, pontuou o titular da Derfv.

Os cinco detentos, após serem ouvidos, serão conduzidos às unidades prisionais onde cumprem pena. Os demais indivíduos continuarão na carceragem da Derfv, até o término das investigações. Posteriormente eles serão conduzidos a unidades prisionais da capital.

FOTOS: Erlon Rodrigues e Lana Honorato/Assessoria de Imprensa da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

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