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Polícia Federal faz busca e apreensão na casa do Governador Wilson Lima

Marcellus Campêlo, secretário de saúde, o empresário Nilton Consta Lins Júnior e outras quatro pessoas também são alvos de mandado de prisão

Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas, é um dos alvos de operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (2). A operação investiga supostas irregularidades na construção do hospital de campanha Nilton Lins, usado para o combate à Covid. As informações são do G1.

Marcellus Campêlo, secretário de saúde, o empresário Nilton Consta Lins Júnior e outras quatro pessoas também são alvos de mandado de prisão. Campêlo não foi encontrado e é considerado foragido.

Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária em Manaus e Porto Alegre, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os agentes da PF fazem busca na casa do governador Wilson Lima, na sede do governo do Amazonas, na Secretária de Saúde, na casa de Marcellus Campêlo, na casa do dono do Hospital Nilton Lins, e no Hospital Nilton Lins.

Além disso, o STJ também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador Wilson Lima e do secretário de Saúde.

O G1 também informa que as ações são parte da quarta fase da Operação Sangria, que investiga crimes como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos. Fonte – Istoé

Leia nota da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (02), a quarta fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

A ação da Polícia Federal visa a cumprir 25 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 06 de prisão temporária cumpridos na cidade de Manaus/AM e Porto Alegre/RS, além de sequestro de bens e valores, que, somados, alcançam a quantia de R$ 22.837.552,24.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado, de um hospital de campanha que, de acordo com os elementos de prova, não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Verificou-se, ainda, que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas, cujos serviços são prestados em apoio ao hospital de campanha, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão

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