animais2“Animais avaliados em um milhão de reais seriam enviados aos EUA”

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da equipe de investigação da 52ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) localizada no município de São Paulo de Olivença, a 985 quilômetros em linha reta de Manaus, prendeu no final da manhã de ontem, 16, uma quadrilha envolvida com o tráfico internacional de animais silvestres. A quadrilha já vinha sendo investigada desde o ano de 2013 e agentes policiais conseguiram prender integrantes do bando graças ao avanço das investigações.

O grupo foi detido por volta das 15h após serem denunciados de forma anônima à unidade policial daquele município. Na estrada para o aeroporto, um carro de modelo picape encontrava-se abandonado e com 38 arraias de espécies raras, todas alojadas em sacos plásticos, 7 dos animais já estavam mortos.

Perto do local, policiais civis prenderam quatro homens, entre eles um menor de 17 anos, tentando evadir-se em fuga. Ari Seabra Arevalo, 45; Raimundo Arevalo, 36; e Francisco Chaves do Carmo, 53, confessaram em depoimento ter abandonado o carro na estrada após terem sidos avisados sobre a presença da polícia.

Por volta das 12h uma aeronave clandestina pousou no aeroporto da cidade e permaneceu sem autorização na cabeceira da pista esperando o embarque da mercadoria

O delegado responsável pela prisão dos homens, titular da 52ª DIP, José Afonso Barradas Junior, destacou que parte dessa quadrilha já havia sido presa em 2013. “Nós já estamos na mira desses bandidos desde 2013 quando conseguimos prender cinco dos integrantes tentando embarcar com uma grande quantidade ilegal de peixes para tráfico. Já descobrimos que a rota de contrabando desse grupo passa pela Colômbia para enviar os animais aos EUA.”, informou a autoridade policial.

Os animais encontrados foram avaliados em cerca de R$ 1.000.000, o delegado informou ainda que as espécies capturadas estão na lista de seres em extinção e são encontrados apenas em dois lugares do Brasil, um deles é o rio Tapajós, rota de contrabando. Os animais que seriam vendidos para pesquisa e exposição em aquários encontram-se agora sob cuidados de técnicos no local.

Os homens foram autuados por Crime Ambiental, previsto no Artigo 29, parágrafo 1º inciso 3, da Lei nº9.605 /98, formação de quadrilha do Art. 288 do Código Penal Brasileiro, Associação Criminosa, e encontram-se a disposição da Justiça.

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