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Policiais da Seccional Norte prendem médicos investigados por cobrança indevida de procedimentos gratuitos oferecidos pelo SUS

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Denis Almeida dos Santos
Denis Almeida dos Santos

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da equipe de investigação da 2ª Seccional Norte, sob o comando do delegado titular, João Ferreira Neto, deflagrou na manhã desta quinta- feira, 26, por volta das 7h, a operação Jaleco, que resultou nas prisões dos médicos ginecologistas obstetras Odilon de Oliveira Gomes, 67, Denis Almeida dos Santos, 46, e Armando Andrade Araújo, 67.

Armando Andrade Araújo
Armando Andrade Araújo

Os profissionais foram presos em cumprimento a mandados de prisão expedidos no último dia 9 de fevereiro pelo juiz Henrique Veiga Lima, titular da 9ª Vara Criminal. Odilon foi abordado em casa, no bairro Tarumã, zona Oeste. Denis estava na Rua General Carneiro, bairro São Francisco, zona Sul. Armando teve o mandado de prisão cumprido no local de trabalho, uma maternidade situada no bairro Cidade Nova, zona Norte da cidade.

Odilon de Oliveira Gomes
Odilon de Oliveira Gomes

De acordo com o delegado geral de Polícia Civil do Estado, Orlando Amaral, os médicos utilizavam de aparato público do Sistema Único de Saúde (SUS) para cobrar das vítimas valores indevidos por procedimentos que deveriam ser oferecidos gratuitamente.

“Eles estão sendo investigados por estupro, corrupção e formação de quadrilha. São elementos perniciosos para permanecerem no meio dos médicos e, principalmente, da população”, declarou o delegado geral.

Segundo informações divulgadas pelo delegado titular da 2ª Seccional Norte, João Ferreira Neto, as investigações iniciaram em novembro de 2013, após a formalização de um registro feito por uma vítima. “A pessoa informou na ocasião que os médicos cobravam de R$ 1 mil a R$ 2,8 mil de mulheres grávidas para realizarem procedimentos cirúrgicos como, por exemplo, parto cesárea”, explicou.

João Neto relatou que as investigações contaram também com escutas telefônicas, que ajudaram bastante no levantamento de provas contra os médicos. Conforme as escutas, eles continuavam agindo até pouco tempo. “No momento das prisões eles não reagiram, mas alegaram não saber o motivo das prisões. Até agiram com frieza”, informou.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que já adotou providências para a imediata substituição dos profissionais nos respectivos locais de trabalho e aguardará o resultado do inquérito policial para saber as medidas que a lei prevê. A Susam reafirma que a cobrança por qualquer tipo de serviço ou procedimento na rede pública é ilegal e deve ser denunciado.

Após a realização dos procedimentos cabíveis, os médicos serão encaminhados à carceragem da Polícia Civil, na sede da Delegacia Geral, localizada na Avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro I, zona Centro-Oeste.

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