O PMDB aprovou, nesta terça-feira, o rompimento do partido com o governo da presidente Dilma Rousseff. Mais de cem membros do diretório nacional do partido participaram da decisão, tomada por aclamação, durante reunião na Câmara dos Deputados. O ato foi comandado pelo vice-presidente do partido, senador Romero Jucá, que substituiu o presidente da legenda Michel Temer, que não participou da reunião. Outra ausência foi a do presidente do Senado, Renan Calheiros.
Houve uma votação simbólica, já que a decisão já havia sido tomada. Quando Romero Jucá anunciou o resultado, políticos e militantes começaram a gritar Fora PT e Temer presidente.

“A partir de hoje, nesta reunião histórica para o PMDB, o PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff. Ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo Federal em nome do partido PMDB. A decisão está tomada.”

De acordo com Romero Jucá, a saída do PMDB da base aliada do governo não está ligada à posição em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma. O PMDB esteve ao lado do Partido dos Trabalhadores durante os 13 anos de governo petista. Com a saída, o partido vai entregar sete ministérios e outros 600 cargos públicos federais. O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, antecipou a decisão da legenda e pediu exoneração do cargo na segunda-feira.

Em declaração ao jornal Folha de S. Paulo, o líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence, da Bahia, chamou o vice-presidente da República e presidente do PMDB Michel Temer, de golpista e disse que não foi o PT que fez a escolha pela “guerra”.

Reportagem, João Paulo Machado