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Polo Industrial de Manaus deve produzir 750 Mil bicicletas em 2021

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Abraciclo projeta crescimento de 12,8% na comparação com o ano passado; setor ainda sofre desabastecimento de insumos

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) deverão produzir 750 mil unidades este ano. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, o volume será 12,8% superior ao alcançado em 2020, que fechou com 665.186 unidades produzidas.

O vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, afirma que a expectativa do setor é de voltar a crescer depois de um ano de retração. “A demanda por bicicletas continua alta e a tendência é que siga dessa forma ao longo do ano. As associadas estão se esforçando para atender ao mercado, apesar de que ainda estamos limitados pelo desabastecimento de peças e componentes, o que gera dificuldade na montagem e, consequentemente, a falta de alguns modelos no mercado”, afirma.

De acordo com Gazola, a expectativa é que a normalização no fornecimento aconteça em meados deste ano. “O cenário da pandemia trouxe ainda mais protagonismo ao segmento de bicicletas, que já estava em ascensão. Esse fator, aliado à falta de insumos, gerou um desequilíbrio entre oferta e demanda”, comenta o executivo. Entre os principais itens em falta estão os sistemas de freios, transmissões, suspensões e selins, provenientes de fornecedores globais que precisam atender, simultaneamente, à demanda crescente em vários países.

Balanço 2020

No ano passado, as fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 665.186 unidades. O volume foi 27,7% menor que o fabricado em 2019, que teve 919.924 bicicletas produzidas. O desempenho também ficou abaixo da projeção apresentada pela Abraciclo em outubro. A perspectiva era de produzir 736.000 bicicletas.

A categoria mais produzida em 2020 foi a Moutain Bike (MTB), com 361.379 bicicletas, seguida da Urbana/Lazer (215.538 unidades). “A MTB antes era mais usada em trilhas e terrenos acidentados. Agora vem sendo utilizada também nas cidades, devido aos seus recursos tecnológicos, como suspensões, maior número de marchas e freios hidráulicos, entre outros”, explica Gazola.

Em 2020, foram exportadas 14.473 bicicletas em todo o território nacional. De acordo com dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, o resultado foi 4% maior ao registrado em 2019, que foi de 13.915 unidades. Os três principais destinos foram Paraguai (7.689 bicicletas), Uruguai (2.956 unidades) e Bolívia (2.558 unidades).

Já as importações totalizaram 51.845 bicicletas. Na comparação com 2019, que teve 74.962 unidades importadas, foi registrada uma retração de 30,8%.

Também de acordo com dados do portal Comex Stat, a China respondeu pelo maior volume, com 36.910 bicicletas. Na sequência, vieram Taiwan (8.355 unidades) e Vietnã (3.298 unidades).

Resultados de dezembro

As fábricas instaladas no PIM produziram 39.400 bicicletas em dezembro de 2020. Na comparação com o mês anterior, quando 63.562 unidades saíram das linhas de montagem, houve queda de 38%. No entanto, em relação a dezembro de 2019, foi registrada alta de 89,9% (20.747 unidades).

As exportações somaram 2.724 bicicletas, volume 297,1% superior ao registrado no mês anterior (686 unidades) e 275,2% maior que dezembro do ano passado (726 unidades). Segundo dados do portal Comex Stat, os três principais mercados foram Paraguai (1.447 bicicletas), Uruguai (816) e Bolívia (460).

Em dezembro, foram importadas 2.990 bicicletas, o que corresponde a uma retração de 31,1% na comparação com novembro (4.337 unidades) e de 50,3% em relação ao mesmo mês de 2019 (6.015). A maioria veio da China (2.296 bicicletas), seguida por Taiwan (325) e Vietnã (190).

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