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Possível fraude em cotas da Ufam e UEA é denunciada no Twitter

O caso ganhou bastante repercussão e chegou no trend topics da plataforma

Manaus – Um perfil criado no Twitter fez inúmeras denúncias na quarta-feira (3) envolvendo os sistemas de cotas raciais das universidades do Amazonas. O denunciante, que ainda não foi identificado, mostrou nome e fotos de alunos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) que supostamente fraudaram o processo para ter acesso a uma das vagas.

A página denunciante (@autodeclaradoam) foi excluída assim que o caso ganhou repercussão nas redes sociais. Muitos alunos, professores e até a sociedade em geral ficaram chocados com as revelações. Alunos de classe média alta, em sua maioria composta por brancos, fingiram ser negros, indígenas e de baixa renda para acessar as universidades.

Parte dos denunciados estudam em cursos como Medicina e Direito, os mais concorridos no Estado. A polêmica foi tanta que o assunto ganhou o trend topics do Twitter.

Esclarecimentos

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) informou, por meio de nota, que não possui cotas para negros. Esclarece ainda que pelo Amazonas ser um estado com forte presença indígena, a UEA conta com reserva de vagas exclusivas para essa população, no grupo 8 dos editais do Vestibular e SIS, seguindo rigorosamente os critérios para a participação conforme as leis estaduais nº 2.894/2004, nº 3972/2013 e nº4.399/2016.

“Para ingressar na Universidade por meio de cota, o indígena precisa ter estudado em escolas públicas ou particulares, com ensino médio feito exclusivamente no Amazonas e apresentar obrigatoriamente, no ato da matrícula, o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) expedida pela FUNAI ou o Termo de Autodeclaração e Pertencimento Étnico. O regulamento completo pode ser acessado pelo portal da UEA, no link Vestibular e SIS”, diz a nota.

A Ufam, por outro lado, ainda não se pronunciou sobre as denúncias.