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Prefeitura de Manaus alerta população sobre os perigos da automedicação

O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, nesta quarta-feira, 5/5, tem o objetivo de orientar e sensibilizar a população sobre o perigo que o uso indiscriminado de medicamentos representa para a saúde. Para contribuir com o processo de esclarecimento sobre o tema, a Prefeitura de Manaus vai divulgar alertas sobre a necessidade de orientação especializada por meio de cards e vídeos nas redes sociais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Quem costuma usar remédios sem orientação adequada está sujeito a desenvolver intoxicações, processos alérgicos, dependência química e até agravar seu quadro de saúde. Para a titular da Semsa, Shádia Fraxe, a data é o momento oportuno para chamar a atenção sobre os perigos de usar medicamentos sem orientação de profissional habilitado.

“Muitas pessoas ignoram que a automedicação pode agravar seu estado de saúde e até resultar em internações hospitalares. Quando um médico indica um tratamento, avalia o paciente como um todo, até aqueles aspectos que para o usuário não estão diretamente relacionados ao seu estado de saúde”, assinala.

A automedicação pode ser compreendida pelo ato de adquirir um medicamento sem a indicação de um profissional qualificado para prescrevê-lo como é o caso dos médicos, odontólogos, veterinários e farmacêuticos, mas cada um desses profissionais obedece a uma legislação própria e para classes específicas de medicamentos. Há medicamentos que são de prescrição exclusiva de médicos, por exemplo.

Reações

Para a farmacêutica Luana Santana, que atua na Farmácia do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps) Sul da Semsa, localizada na rua Santa Catarina, bairro Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul de Manaus, a população, além de evitar o uso de um medicamento sem a orientação de um profissional de saúde, precisa observar com atenção as posologia com doses, horários e os dias indicados na prescrição para que o ciclo de tratamento se complete.

“Seja por esquecimento dos horários e dias das tomadas ou porque houve uma melhora no estado de saúde, as pessoas em muitos casos não completam o tratamento, o que resulta em agravamento de doenças”, pontuou.

Intoxicação

Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) indicam que no Brasil, em 2017, foram registrados 2.022 casos de intoxicação, dos quais 427 causados por medicamentos, número que fica logo atrás dos 466 casos de intoxicações causadas por animais peçonhentos.

Apesar de ter sido realizada em 2017, a pesquisa mostra a necessidade de sensibilizar a população sobre os riscos envolvidos quando as pessoas se automedicam.

“O profissional vai explicar ao paciente a importância de seguir os horários, se é necessário tomá-lo em jejum ou após as refeições, se vai causar algum desconforto estomacal ou intestinal, quais as reações mais comuns e o que fazer quando ocorrerem”, exemplificou.

Interações

Outras reações podem ser desencadeadas quando o medicamento interage com determinados alimentos, bebidas alcóolicas e até substâncias presentes em outras fórmulas medicamentosas. Há casos de superdosagem, quando a pessoa toma quantidades acima do recomendado, um problema recorrente causado pela automedicação.

“Em todos esses casos a orientação de um farmacêutico que vai esclarecer os cuidados necessários, a via de administração, se é para uso interno ou dermatológico, nasal, ocular e assim por diante”, observa Luana Santana.

Quando o medicamento tem tarjas (vermelha ou preta), o uso inadequado pode causar dependência química e física (síndrome de abstinência), além de também desencadear outras doenças. Há chance de desenvolver reações de hipersensibilidade principalmente alergias.

“Geralmente a pessoa pode desencadear desde um prurido ou uma coceira, uma vermelhidão, um aspecto de alto relevo da pele, um empolamento no rosto, no corpo, lábios, dos olhos, nariz. Quando essa reação alérgica é em maior intensidade pode, inclusive, desencadear um efeito mais forte como um fechamento de glote e, em casos extremos, a morte”, orienta a farmacêutica.

Texto – Tânia Brandão / Semsa

Foto – Divulgação / Semsa

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