Como parte da Campanha Nacional do Dia D de Combate ao Aedes aegypti, promovida pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Manaus iniciou nesta sexta-feira, 30/11, uma grande mobilização de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Até a próxima sexta-feira, 7/12, será feita a intensificação das ações, prioritariamente nas áreas consideradas mais vulneráveis à proliferação do mosquito.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vai disponibilizar 228 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) para realizar a distribuição de materiais educativos, palestras, rodas de conversa, apresentação de vídeos e orientações aos usuários sobre doenças transmitidas pelo Aedes, além da parceria com as escolas municipais do Programa Saúde na Escola (PSE).

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que a determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto é de que a Semsa reforce o alerta junto à população para o combate ao mosquito, com ações de prevenção, identificação e eliminação dos criadouros do Aedes.

Este ano, Manaus registrou redução no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes, mas é preciso que todos continuem atentos ao combate ao mosquito. É durante o inverno Amazônico, período do ano com o maior volume de chuvas, que a reprodução do Aedes aegypti fica mais fácil. Por isso, a população precisa ficar ainda mais atenta para a eliminação de qualquer possível criadouro do Aedes, tanto dentro dos domicílios quanto em terrenos de empresas, indústrias, escolas ou igrejas.

Programação – A abertura oficial da programação aconteceu nesta sexta-feira, 30/11, com o Dia “D” de Combate ao Aedes, em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), no Centro de Educação em Tempo Integral (Ceti) Elisa Bessa, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste.

O evento incluiu a apresentação da situação epidemiológica das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, com mapa de vulnerabilidade dos bairros, exposição do ciclo biológico do Aedes, menção honrosa às escolas públicas destaque no Programa de Brigadas contra o mosquito e reedição do Selo Estadual do Programa de Brigadas Contra o Aedes aegypti.

Durante o evento, a subsecretária de Gestão da Saúde da Semsa, Adriana Lopes Elias, lembrou a importância do envolvimento de toda a sociedade no combate ao Aedes. O trabalho com combate ao Aedes não depende apenas dos órgãos governamentais, mas também da população em geral, que pode contribuir tendo atenção para criadouros dentro de casa e também na comunidade em que vive.

Risco – O último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em outubro deste ano, apontou que Manaus permanece em médio risco para doenças transmitidas por esse mosquito, com um índice de infestação de 1,1%.

Durante o levantamento, foram visitados 29 mil imóveis, distribuídos em todos os bairros de Manaus, quando agentes de saúde trabalharam coletando as formas imaturas (larvas) do Aedes aegypti, eliminando ou tratando os potenciais criadouros, identificando o nível de infestação do mosquito.

Os índices de infestação classificados em menos de 1% indicam condições satisfatórias; de 1% a 3,9% indicam médio risco; e superior a 4%, é considerado de alto risco.

A partir dos dados do levantamento e de informações sobre a ocorrência de casos das doenças transmitidas pelo Aedes, a Semsa montou um mapa de vulnerabilidade, indicando áreas prioritárias para a intensificação das ações de controle do mosquito.

Segundo o mapa, 26 bairros de Manaus são considerados de baixa vulnerabilidade e 32 de média vulnerabilidade. Seis bairros de Manaus foram considerados de alta vulnerabilidade: Colônia Terra Nova e Monte das Oliveiras, na zona Norte; São José, Tancredo Neves e Jorge Teixeira, na zona Leste; e Japiim, na zona Sul.

“No diagnóstico realizado no mês de janeiro deste ano, Manaus registrou 14 bairros com alta vulnerabilidade. Com o trabalho realizado pelos profissionais de saúde, a contribuição da população e com o Plano de Obras de Verão da Prefeitura de Manaus, de drenagem e infraestrutura, foi possível reduzir sensivelmente o número de áreas consideradas como de alta vulnerabilidade, principalmente na zona Oeste. Com o período de chuvas iniciando, devemos reforçar as ações para que se mantenha o controle do Aedes e a redução de casos de dengue, zika e chikungunya”.

Casos – Entre janeiro e outubro deste ano, Manaus registrou 415 casos confirmados de doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, zika e chikungunya), representando uma redução de 52% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram confirmados 861 casos.

Prevenção – O desenvolvimento do mosquito, da eclosão do ovo até a forma adulta, pode levar um período de 10 dias, ou seja, se a população, pelo menos uma vez por semana, buscar eliminar os criadouros do mosquito na própria residência, o ciclo de reprodução será interrompido, reduzindo os riscos para dengue, zika e chikungunya.

As ações controle do vetor abrangem o trabalho dos agentes de controle de endemias e agentes comunitários de saúde realizando a visita casa a casa, intensificação de atividades de educação em saúde com ampla implantação da estratégia do Check List 10 Minutos contra o Aedes nas residências, para a eliminação de qualquer objeto ou local que possa servir como potencial criadouro para as larvas do mosquito, evitando o acúmulo de água, mantendo caixas d’água cobertas, fazendo a limpeza de calhas, deixando recipientes como baldes, garrafas, lixeiras e outros objetos, fechados ou virados para que não acumulem água.

Texto: Eurivânia Galúcio/Semsa

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