A Prefeitura de Manaus realizou nesta sexta-feira, 4/1, a abertura do ano letivo de 29 escolas municipais da zona Rural/Ribeirinha do Rio Negro, na Escola Municipal Professora Dian Kelly do Nascimento Mota, no Tarumã-Mirm, a primeira escola ribeirinha de Educação Integral. No total, são atendidos em todas as unidades, aproximadamente, 2 mil alunos da Educação Infantil, do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos, contando com 133 professores.

A Divisão Distrital Zonal Rural (DDZ Rural) da Secretaria Municipal de Educação (Semed) conta com 84 unidades de ensino, das quais 29 estão localizadas no Rio Negro, 21 no Rio Amazonas e 34 na zona Rural/Rodoviária de Manaus.

O calendário escolar nas unidades de ensino do Rio Negro é antecipado por questões ambientais, uma vez que o período de vazante não possibilita o transporte e dificulta o acesso dos estudantes às escolas durante a seca do rio. Assim, as aulas iniciam em janeiro, durante a cheia, e seguem até o mês de outubro, sem recesso escolar no meio do ano, garantindo o cumprimento dos 200 dias letivos.

A secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt, falou sobre a importância do ano letivo da rede municipal de ensino começar pelas unidades que ficam às margens do Rio Negro e falou sobre o desafio de oferecer Educação de qualidade para alunos que não moram na zona Urbana.

“É uma honra começarmos o ano letivo da Semed pelas escolas ribeirinhas do Rio Negro, afinal, Manaus nasceu daqui. A Educação do campo, águas e florestas é uma realidade diferente com a qual aprendemos e o importante é que conseguimos oferecer a esses alunos a mesma proposta pedagógica e acompanhamento, como nos determina o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.”

A gerente pedagógica da DDZ Rural, Marilene de Souza Gomes, falou sobre o trabalho e planejamento realizados para assegurar que os alunos tenham o cumprimento dos 200 dias letivos. Segundo ela, antecipar o início das aulas é assegurar que toda a carga horária será aplicada até outubro. Além disso, os alunos terão aulas aos sábados para compensar esse calendário.

Há dois anos na direção da escola, a gestora Irley Gondim de Souza, ficou emocionada pela abertura acontecer em sua unidade, que atende estudantes de três comunidades próximas e, esse ano, começa a trabalhar com a Educação Integral.

“Essa abertura foi um momento único. Poder oferecer uma Educação Integral é um sonho que a Prefeitura proporciona para as comunidades atendidas.”

Natural de Manaus, o autônomo Israel Peres, 48, mora na Comunidade do Abelha há 3 anos. Para ele, pai de alunos do 1º e 5º período, a unidade de ensino é uma conquista de todos.

“Meus filhos estão animados com a volta às aulas. A escola realiza um ótimo trabalho educacional e incentiva o relacionamento familiar. Estamos felizes com abertura porque nos sentimos em casa.”