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Prefeitura usa tecnologia com drones na regularização fundiária na capital

A Prefeitura de Manaus, via Vice-Presidência de Habitação e Assuntos Fundiários (Vpreshaf), dentro da estrutura do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), adquiriu a tecnologia e softwares para usar drones nos processos de georreferenciamento de áreas necessários para a regularização fundiária na capital amazonense. Nesta sexta-feira, 23/4, foram iniciados os trabalhos de voo de aeronave não tripulável no bairro Novo Reino 1, zona Leste, começando o projeto de vetorização das habitações e imóveis que serão regularizados pela Vpreshaf.

Drones têm sido cada vez mais utilizados em projetos que visam dar infraestrutura urbana e celeridade a projetos de regularização fundiária, com processo de coleta de dados tecnológicos e menores custos.

O diretor-presidente do Implurb, engenheiro Carlos Valente, avaliou que o uso de aeronaves para realizar atividades da autarquia é um diferencial para a melhoria da gestão pública. “O uso de tecnologia é uma evolução. Será usada nas atividades de titulação de lotes da regularização fundiária, dando celeridade ao trabalho e maior qualidade técnica, conforme nos determinou o prefeito David Almeida”, afirma Valente.

Em Manaus, o drone utilizado é o Mavic 2 Pro, que faz a coleta de imagens para o sensoriamento remoto e fotogrametria. A tecnologia associada aos softwares e planejamento permite reduzir o tempo do trabalho em campo significativamente, o que na forma convencional da topografia levaria mais de um ano, e com os drones passam a ser de até três meses.

Outra vantagem do uso de drones é a precisão dos dados que são coletados no levantamento, tornando os resultados finais muito mais confiáveis. Além disso, o equipamento oferece ainda a facilidade de acesso a locais de difícil alcance.

“Na realização dessa etapa do trabalho merece destaque a utilização de drones na regularização fundiária. Esses equipamentos são os responsáveis por captar imagens das áreas onde estão sendo realizados os levantamentos”, explica o vice-presidente de Habitação, Renato Queiroz.

Capturadas

As informações capturadas são processadas, obedecendo às métricas da ciência fotogramétrica, com a finalidade de geração de bases cartográficas da área de interesse.

“A utilização das bases cartográficas geradas pelo processo de coleta de dados com drones (ortofoto, modelo digital de superfície e modelo digital de terreno) permitem análises técnicas, como mensuração de áreas, volumes e perfil topográfico do terreno, com alto nível de precisão”, afirmou o gerente de Projetos e Programas da Vpreshaf, Elismar Maciel.

As informações capturadas pelos drones, pós processadas via softwares e aplicativos como Drone Deploy, Mappa e ArcGIS, são usadas para formar uma grande foto atualizada da área de interesse, mosaico de ortofoto, que possui uma alta resolução espacial (GSD), permitindo análises minuciosas de ordem centimétrica.

Essas bases são usadas pela equipe de regularização para construir o memorial descritivo, com informações sobre o tamanho do imóvel, a sua localização espacial, bem como o tamanho correto de cada escritura a ser regularizada e limites atuais.

Texto – Claudia do Valle / Implurb

Foto – Altemar Alcantara/ Semcom

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