Premiação de trabalhos científicos marca o encerramento do 27º Conic

Os projetos desenvolvidos tiveram apoio da Fapeam, através do programa Paic

Na cerimônia de encerramento do 27º Congresso de Iniciação Científica (Conic), alunos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) receberam placas e medalhas de menção honrosa referente aos melhores trabalhos de pesquisas desenvolvidos nesta edição. O evento ocorreu na tarde da última terça-feira (30), no auditório Rio Amazonas da Faculdade de Estudos Sociais.

A iniciativa tem a finalidade de premiar os melhores projetos de pesquisa desenvolvidos na Universidade, oriundos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) e Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

De acordo com a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Selma Baçal, na edição 2017/ 2018 foram realizados 1.200 projetos e na edição 2018//2019 teve um aumento de 1.650 e a expectativa é que ultrapasse 2 mil.

“Nos da Ufam, somos pioneiros do programa nacional de Iniciação científica e agradecemos a Fapeam, ao CNPq e a própria Ufam que com recursos próprios incentivam também a pesquisa. Apoiar a Iniciação científica é muito importante para os alunos da graduação e esse ato de coroamento de projetos de pesquisas de diversas áreas de conhecimento é fruto de todo um trabalho feito ao longo do ano. Então, nós ficamos muito felizes que os nossos alunos tenham cada vez mais envolvimento”, conta.

Aumento de cotas – Os projetos desenvolvidos com apoio da Fapeam, foram submetidos através do Paic, que é voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior. Conforme Edson Barcelos, presidente da Fapeam, o número de cotas a serem pagas para a Ufam saltou de 280 para 366, ou seja, 30% a mais em um ano somente pela fundação.

“Consideramos que os programas de iniciação científica têm uma importância muito grande, porque é uma forma muito fácil e direta de ter um maior contato com a sociedade, principalmente com a juventude. Para participar do programa é preciso que esses estudantes tenham um nível de aproveitamento alto, então é um estimulo que o estudante se esforce mais, para que eles se candidatem a uma bolsa do Paic”, disse.

Base acadêmica – Segundo a diretora de pesquisa da Propesp Ayrles Mendonça, a pesquisa é um dos pilares que rege a universidade, a iniciação científica é a base de tudo

“Os alunos que fazem iniciação científica em geral tendem a crescer na área acadêmica, e também no mercado de trabalho. Esses profissionais têm uma visão diferenciada de enxergar problemas e soluções. E podem retornar para a universidade para iniciar um novo ciclo de pesquisa e desenvolvimento”, relata.

Iniciação Científica – Um dos estudos de iniciação científica premiados durante o evento é o da graduanda em Pedagogia, Débora Colares, que cursa o 8º o período do curso na Ufam. A estudante realizou uma pesquisa sobre “Expressão através da arteterapia com crianças vítimas de abuso sexual em Manaus, através da pintura e do desenho”.

Segundo a estudante, a pesquisa envolve a psicopedagogia e a artes. Ela conta que muitas vezes os professores são orientados somente a fazer a denúncia e relatar os casos às famílias. O estudo surgiu do questionamento de como a escola poderia contribuir para essa criança também.

“Eu vi que a arteterapia tem uma fomentação boa para criança, que podia ajudar a acalmar e a lidar com situações emocionais. A arteterapia trabalha na parte das expressões emocionais, por meio do giz de cera a aquarela e até da parte artística em geral, por exemplo, com fantoches e teatro. Fizemos todas as etapas da pesquisa e tivemos um resultado positivo com a criança que foi atendida”, conta a estudante.

Sobre participar de um projeto de iniciação científica, a estudante diz que é importante por envolver os alunos e fazê-los a desenvolverem pesquisas em áreas novas.

A graduanda em Enfermagem, Mirielly Pereira, recebeu placa de melhor projeto na área de Ciências da Saúde pela pesquisa desenvolvida no programa de iniciação científica. O estudo foi realizado com base na Assistência Estudantil: a percepção do aluno da graduação de enfermagem de uma universidade pública sobre o auxílio acadêmico ou moradia.

Segundo a estudante, o trabalho aborda a inclusão social dentro da universidade e sobre o auxilio concedido para pessoas de baixa renda, não apenas financeiro, mas também psicológico. Mirielly diz que por conta do curso ser diurno impede que os alunos tenham outras atividades para poderem se manter dentro da faculdade. A bolsa auxílio acadêmica e moradia são importantes para que o aluno conclua o curso, afirma estudante.

“Participar de um projeto de iniciação científica é muito importante, a graduação não gira em torno apenas do ensino e sim também da pesquisa e extensão”, conta a estudante.

FOTO: FAPEAM