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Presidente da Câmara dos Deputados cria comissão externa para avaliar políticas ambientais

Decisão foi tomada pelo presidente da Câmara dos Deputados depois de receber abaixo-assinado com 4,5 milhões de apoiadores por investigação das queimadas na Amazônia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criou na noite desta quarta-feira (5) uma Comissão Externa para avaliar e monitorar as políticas públicas ambientais. O documento que cria a comissão foi assinado por Maia depois de ele ter recebido, em seu gabinete, uma petição que recolheu 4,5 milhões de assinaturas na plataforma Change.org pedindo pela abertura de uma investigação sobre as queimadas na Amazônia.

De acordo com o ato assinado pelo presidente da Câmara, a Comissão Externa se destinará a avaliar a qualidade de execução das políticas públicas ambientais e seus impactos socioeconômicos, com o objetivo de propor políticas para a integração do meio ambiente e a economia nacional, acompanhando os trabalhos dos ministérios do Meio Ambiente, da Economia, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e das Relações Exteriores.

“A comissão irá tratar desse desmonte das políticas socioambientais que vem acontecendo no Brasil, e para que sejam esclarecidos à sociedade não só os efeitos ambientais, mas econômicos que essa destruição da Amazônia e essas queimadas causam à imagem do Brasil e ao povo brasileiro”, detalha o autor do abaixo-assinado, o advogado Gabriel Santos de Souza, que se reuniu com Maia na tarde de ontem (5), para entregar a petição.

Da reunião, participaram deputados que apresentaram o requerimento. A comissão será coordenada por Daniel Coelho (Cidadania-PE) e composta por mais 13 deputados – Adriana Ventura (Novo-SP), Alex Manente (Cidadania-SP), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Felipe Rigoni (PSB-ES), Gilson Marques (Novo-SC), JHC (PSB-AL), Joênia Wapichana (Rede-RR), Marcelo Calero (Cidadania-RJ), Paula Belmonte (Cidadania-DF), Paulo Ganime (Novo-RJ), Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), Tabata Amaral (PDT-SP) e Tiago Mitraud (Novo-MG).

“Foi uma vitória importante não só para a gente que se mobilizou, que coletou as assinaturas em favor da CPI das queimadas, mas também para o grupo de parlamentares que já estavam se mobilizando na Câmara dos Deputados por uma Comissão Externa nos moldes da que foi criada e que vai além daquilo que a gente estava pedindo. Agora a gente pode acompanhar de perto os impactos não só ambientais, mas também econômicos e sociais do desmonte das políticas públicas ambientais que vêm sendo praticadas no Brasil”, fala Gabriel.

O abaixo-assinado criado por Gabriel atingiu 4,5 milhões de apoiadores em apenas 13 dias e tomou repercussão internacional, ganhando tradução para cinco idiomas – inglês, francês, espanhol, alemão e russo. Além de brasileiros, pessoas de mais de 20 países, como Inglaterra, Estados Unidos, Espanha, Peru, México, Chile e Uruguai, se juntaram à campanha lançada pelo jovem advogado, que tem 25 anos e mora na periferia de Rio Branco, no Acre.

Também nesta quarta-feira (5), o advogado entregou a petição a cinco senadores, entre eles o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Fabiano Contarato (Rede-ES), pedindo que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) também seja instalada no Senado para apurar o aumento das queimadas na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia.

Senadores recebem as 4,5 milhões de assinaturas para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a abrir CPI das Queimadas (Foto: Assessoria Senador Alessandro Vieira)

Na tarde do mesmo dia, a campanha do jovem advogado acreano ganhou o apoio da ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata a presidente, Marina Silva, que recebeu o conterrâneo na sede do partido Rede Sustentabilidade, em Brasília.

A mobilização de Gabriel integra o movimento #AmazonDefenders. Hospedado na plataforma Change.org, o movimento reúne 50 petições online criadas em diversos países, que somam 12,8 milhões de assinaturas em defesa da maior floresta tropical do mundo.

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