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Produto Interno Bruto do Amazonas é quinto maior do país

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Amazonas em 2017 foi de R$ 93,204 bilhões, enquanto a variação em volume foi de 5,21%, em relação ao ano anterior. Em âmbito nacional, o PIB local se manteve na 16º colocação entre os demais estados, com uma participação de 1,42%. O PIB do Amazonas apresentou o quinto maior crescimento do país, de acordo com estudos do Departamento de Estudos, Pesquisas e Informações (Depi) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os setores que contribuíram para o crescimento do PIB do estado foram os Impostos, líquidos de subsídios, com crescimento de 12,27%, ocasionado pelo ICMS e o setor de Serviço, com aumento de 7,21%, devido ao crescimento do comércio varejista e o consumo das famílias. Os estudos acerca do PIB, na íntegra, estão disponíveis em www.sedecti.am.gov.br, no item Mapas e Indicadores.

A Indústria do estado apresentou uma retração de 1,22% em seu valor nominal, registrando no ano de 2017 um valor de R$ 26,028 bilhões, contra 26,349 bilhões em 2016. A queda da Indústria no PIB foi influenciada pela atividade de Construção, que em 2017 registrou R$ 2,979 bilhões, uma queda de 14,76% em relação ao ano anterior com R$ 3,495 bilhões. Apesar da queda em seu valor nominal, a perspectiva para uma melhora na Indústria do Estado é positiva, tendo seu volume crescido em 7,50% na comparação entre os anos de 2017 e 2016.

A Agropecuária em 2017 totalizou um valor de R$ 5,604 bilhões. Em comparação com o ano de 2016, que teve o valor foi de R$ 5,880 bilhões, tem-se uma redução de 4,69%. Essa redução foi causada principalmente pela diminuição do preço dos produtos e pela redução do valor de produção da Extração Vegetal.

O destaque vai para o Setor de Serviços que no ano de 2017 teve um crescimento no seu valor de 7,21%, registrando R$ 46,830 bilhões contra R$ 43,680 bilhões de 2016. Um dos fatores para esse crescimento foi devido ao aumento do consumo das famílias, que pode ser explicado pela queda da inflação e dos juros, fazendo os amazonenses terem um maior poder de compra. O setor Serviço corresponde a 50,24% do PIB do Amazonas, e a sua parcela na economia amazonense vem aumentando nos últimos anos.

Os Impostos, líquidos de subsídios, registraram um valor de R$ 14,743 bilhões em 2017, contra R$ 13,131 bilhões no ano anterior, um aumento de 12,27%. A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi a que mais cresceu no setor: quando se comparam 2016 e 2017, houve um crescimento de 26,92%. Entre os setores, registrou-se crescimento na arrecadação no Comércio de 34,46%, Indústria de 24,39% e Serviço de 6,82%.

Por que o PIB é de 2017?

O PIB é a soma de todos os bens e serviços somados aos impostos, e permite analisar as dinâmicas das atividades econômicas e seus impactos sobre a economia.

A metodologia do PIB faz uso do Sistema de Contas Nacionais do Brasil, implementada pelo IBGE, a partir de recomendações feitas pelas Nações Unidas, e comparáveis entre todas as Unidades da Federação. Por conta da consolidação dos dados estatísticos em toda as Unidades Federativas, o PIB tem uma defasagem de dois anos, sendo divulgado o resultado referente ao ano 2017 em todo o Brasil.

Esse prazo é demandado em função da realização de levantamentos da produção de todos os bens e serviços e das pesquisas sobre o comércio, serviço e indústria, entre outras, que após a sua compilação final passam a ser incorporadas ao PIB. Para o cenário mais atual, utilizam-se estimativas de todos os bens e serviços, por meio de dados preliminares agregando as contas trimestrais.

Perspectiva – Para os anos de 2018 e 2019, a perspectiva é de apuração positiva para todos os setores. De acordo com o Banco Central, o índice de atividade econômica do Amazonas, que incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços, acrescidas dos impostos sobre produtos, prevê um aumento em 2018 de 3,59% na economia amazonense e em 2019 de 3,39%.

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