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Professor da Estácio cria projeto de transporte de massa, baseado em dirigíveis

A mobilidade urbana é, hoje, um dos grandes desafios das cidades brasileiras. Manaus não é diferente. Com mais de dois milhões de habitantes a cidade não possui um modelo de transporte de massa e quem sofre com essa falta de estrutura é a população, que precisa aguardar horas por ônibus lotados e ainda fazer viagens demoradas causadas pelos extensos engarrafamentos.

Um sistema inovador de transporte de massa, que utiliza a tecnologia dos dirigíveis, adaptada a um sistema de trilho em vias elevadas, pode ser a solução para esse que é um dos principais problemas da capital amazonense. Desenvolvido no Amazonas, pelo professor do curso de Logística da Faculdade Estácio, Olavo Tapajós, em parceria com os engenheiros Antônio Leão e Luiz Claudio Alencar, o projeto foi apresentado na terça-feira (22), para os alunos dos cursos de Engenharia, Logística e Administração.

Batizado de Star-D, o projeto é uma espécie de aeronave “mais leve que o ar”, munida de hélices, sistema de direção e rodas, configurada para correr sobre trilhos elevados.

De acordo com Olavo Tapajós, a ideia do projeto nasceu em 2009, a partir de uma pesquisa conduzida pelo engenheiro Antonio Leão, sobre economia em transporte de cargas no Estado. Após aprofundar-se no assunto, o trabalho foi direcionado para a questão do problema do transporte público de Manaus.

O professor diz que os custos do projeto Star-D são de, aproximadamente, US$ 20 a US$ 40 milhões por quilômetro construído. Ele ressalta que o processo de implantação do transporte Star–D é mais rápido que outros modelos, como por exemplo, o BRT (Bus Rapid Transit), porque o número de desapropriações é menor, já que ele será instalado em cima das construções e obstáculos naturais.

Além disso, o Star-D tem capacidade para transportar o dobro de passageiros do BRT. “Em termos de capacidade, o BRT se propõe a levar até 30 mil passageiros por hora, enquanto o Star-D levaria de 20 mil até 60 mil pessoas”, disse.

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