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Professores da rede pública estadual apresentam mais de 40 artigos em seminário de educação na Ufam

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Educadores da Seduc-AM apresentam trabalhos no Seminário Interdisciplinar de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação

O uso de ferramentas digitais na formação continuada, a ludicidade na forma de aprender matemática e a valorização da cultura indígena no município de Borba são alguns dos temas de 44 artigos de professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) apresentados no XVIII Seminário Interdisciplinar de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (Seinpe). O encontro foi realizado nesta semana, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O Seminário permitiu, tanto aos professores quanto pedagogos da rede estadual, participar e ouvir relatos e experiências de sucesso nas práticas educacionais, segundo a coordenadora de Produção Técnico-científica do Centro de Formação Profissional Padre José Anchieta (Cepan/Seduc-AM), Profa. Dra. Maria Inez Pereira de Alcântara.

“Os profissionais da Seduc-AM apresentaram trabalhos completos, compartilhando pesquisas e relatos oriundos das práticas pedagógicas desenvolvidas nas salas de aula nas escolas em que atuam ou a partir dos estudos em nível de pós-graduação. Toda sociedade acadêmica ganha com esse tipo de evento”, salientou Maria Inez.

Ensino em foco – O uso inteligente das ferramentas digitais, como diferenciar fake news de fatos verdadeiros e transformar a informação em conhecimento. Estes foram alguns dos assuntos abordados pela Prof. Dra. Ana Patrícia Lima Sampaio que, juntamente com Maria Inez, pensou na formação continuada para os professores da rede pública da Seduc-AM.

“A ideia principal era verificar se e como os educadores utilizavam os aplicativos online gratuitos e disponíveis na web, como Google Forms e Agenda, para aprimorar os trabalhos em sala de aula”, explicou Ana Patrícia.

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Maria Inez completou assinalando que, atualmente, muitas crianças sabem utilizar estas ferramentas e têm maior identificação com elas, mais do que os próprios professores. “O primeiro grupo é de nativos, enquanto os educadores são imigrantes; alguns ainda estão em processo para o contexto digital”, assinalou.

O resultado da pesquisa se transformou em artigo científico e foi publicado na Revista Docência e Cybercultura, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em janeiro deste ano. As professoras também foram selecionadas e representaram o Amazonas no 4º Colóquio Cabo-Verdiano de Educação, em Cabo Verde, na África, em junho deste ano.

Grupos de trabalho – Os profissionais da Seduc-AM também puderam trabalhar e aprender em 11 Grupos de Trabalho formados durante o evento. Relações de gênero, sexualidade e violências: o campo da educação em destaque; Educação integral e(m) tempo integral: sentidos e projetos em disputa; e Educação patrimonial e a interdisciplinaridade: perspectivas e reflexões na Amazônia, foram os temas dos GT1, GT2 e GT3, respectivamente.

Desafios e perspectivas da educação matemática; Educação de jovens e adultos: diálogos que permitam a superação da exclusão social e o desenvolvimento de probabilidades de inclusão; Educação escolar indígena: da escola na aldeia a universidades pelo Brasil; Educação intercultural como desafio contemporâneo na formação de professores na Amazônia; e Formação de professores, pedagogias decoloniais e interseccionalidades na Amazônia também foram tópicos em pauta.

Os vários tipos de inclusão foram debatidos em outros Grupos Temáticos, como Filmotecas: negritude, cinema e educação; Formação de professores para a diversidade sexual e de gênero: desafios e perspectivas em contexto amazônico; Infância, adolescência, juventude e violências: história, conceito e análise de políticas; e Educação pública nas escolas da região amazônica: experiências, desafios e estratégias.

O Seinpe é realizado desde 1999, e visa discutir e evidenciar questões educativas relevantes e atuais no cenário nacional e internacional da Amazônia.

FOTO: Divulgação