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Professores da rede pública estadual do Amazonas são certificados pelo Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio

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A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) certificou 1.150 professores que ministram aulas para o Ensino Médio nas escolas de Manaus e concluíram o curso de formação do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio (PNEM). A solenidade de certificação aconteceu nesta sexta-feira (30), no auditório Eulálio Chaves, na Ufam.

Criado em 2013, o programa teve duração de dois anos, com carga horária total de 200 horas e resultou do esforço conjunto do governo federal, governos estaduais e universidades públicas federais brasileiras, visando enfrentar os problemas do ensino e aprendizagem no Ensino Médio brasileiro e, ainda, favorecer a elevação da qualidade e índices da Educação Básica. Os objetivos pedagógicos visaram a formação e ao acompanhamento pedagógico de Formadores Regionais, Orientadores de Estudo, Professores, Coordenadores Pedagógicos e Estudantes nas escolas do Ensino Médio do Estado do Amazonas.

A execução do programa foi realizada através do Centro de Formação, Desenvolvimento de Tecnologias e Prestação de Serviços para as Redes Públicas de Ensino (Cefort), por meio da parceria interinstitucional entre a Ufam, o Ministério da Educação (MEC) e a Seduc.

Além dos professores da capital, o programa contemplou professores do ensino médio de 58 municípios do Estado, formando mais de 3.500 educadores. A certificação do interior ocorrerá em outro momento, ainda a ser definido.

Elevação do IDEB
De acordo com o coordenador-geral do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio (PNEM), professor doutor Luiz Carlos Cerquinho, as ações do programa buscaram compreender, na prática, a realidade vivenciada por professores e estudantes do Ensino Médio, a fim de propor melhorias.

“Desde 2013, quando o programa foi idealizado, montamos uma estratégia, juntamente com o Ministério da Educação para executar as ações do Pacto. No Amazonas, por meio da Ufam, desenvolvemos diversos materiais relacionados àqueles enviados pelo MEC e coordenamos atividades em 58 municípios, visando criar situações alternativas para a prática pedagógica dos professores e consequentemente para a formação dos estudantes. Fizemos investigações sobre a realidade do Ensino Médio em nossas escolas, orientamos projetos de aprendizagem, a fim de compreender as melhorias que precisavam ser projetas”, explicou o professor.

Ainda de acordo com o coordenador do programa, a elevação do índice do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o Ensino Médio, especificamente, foi uma das maiores contribuições do Pacto. “Registrando crescimento de 3,0 (2013) para 3,5 (2015). Com a média alcançada, o Estado supera a média estabelecida na última edição do Ideb, que era de 3,1 e se une ao estado de Pernambuco, que também superou a meta prevista em relação aos demais estados brasileiros. Esse resultado é muito gratificante para todos nós”, afirmou Luiz Carlos Cerquinho.

Formação e resultado positivo
Dentre os formadores que coordenaram as ações do PNEM nas escolas estaduais, a professora-orientadora Leneide Dabela Vieira, afirmou que o trabalho realizado foi muito gratificante e trouxe muito aprendizado aos professores.

“O PNEM foi muito gratificante, pois tivemos a oportunidade de orientar professores que atuam em sala de aula e conhecem a realidade vivenciada em sua escola. As ações foram coordenadas a partir da retroalimentação da prática pedagógica desses educadores em suas unidades de ensino. O resultado que nós tivemos com todo esse trabalho foi muito positivo”, contou a professora.

Para o professor da disciplina de matemática da Escola Estadual Vasco Vasques (Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus), Carlos Adalto Seixas Pantoja, que foi um dos educadores certificados, a socialização das práticas pedagógicas pelos professores, independente de sua área de atuação, foi muito importante para melhorar a qualidade do ensino nas escolas.

“Nesses dois anos de atividades, tivemos a oportunidade de conhecer diferentes práticas pedagógicas trabalhadas pelos professores em sala de aula, independente de sua disciplina. Cada professor contribuiu com a sua opinião, com as suas metodologias e isso foi muito positivo na hora de aplicar tais práticas com os alunos”, comentou o professor.

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