A partir de segunda (23), Brasília receberá 34º Congresso do Andes-SN. Delegação que representará a ADUA no evento é composta por oito docentes da UFAM

Entre 23 e 28 de fevereiro, a capital federal reunirá mais 500 professores de Instituições de Ensino Superior de todo o país para o 34º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). No encontro, instância máxima de deliberação da categoria docente, os professores discutirão a conjuntura internacional e nacional e definirão as políticas prioritárias e o plano de lutas do Sindicato Nacional para 2015.

Oito sindicalizados da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) compõem a delegação que vai representar a entidade no evento, sendo cinco professores da Ufam na capital, dois de unidades de fora da sede e um indicado pela diretoria da seção sindical. Este ano, a edição do evento traz como tema central “Manutenção e Ampliação dos direitos dos trabalhadores: avançar na organização dos docentes e enfrentar a mercantilização da educação”.

Durante seis dias de Congresso, os representantes das seções sindicais do Andes-SN debaterão os cortes nos orçamentos da Educação, as medidas provisórias 664 e 665, a privatização da Saúde Pública e dos Hospitais Universitários, através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), os fundos de pensão privados para os servidores públicos (como o Funpresp-EXE, o PrevBahia e o PrevCom Paraná), entre outros ataques aos serviços públicos e direitos dos trabalhadores.

Integrante da delegação da Adua, a professora Elizandra Garcia afirma que 2015 será um ano desafiador. “O governo vai continuar com sua posição contrária aos trabalhadores. Por isso, temos que unir forças com os movimentos que estão em luta pela defesa dos trabalhadores, movimentos sociais e estudantil para forjarmos uma luta maior, mais politizada e mais organizada que a de 2014. Desta forma estaremos mais fortes, para, na correlação de forças com o governo, conseguirmos ter vitórias”, afirma Elizandra, docente da Ufam em Parintins.

No que se refere às lutas para este ano, o professor da Ufam em Humaitá Valmir Pinto afirma visualizar uma pauta em vista do cumprimento do novo Plano Nacional de Educação (PNE), levando em consideração as realidades regionais, e ainda as reivindicações da categoria. “A expectativa é de que o Congresso seja um evento marcado pela consolidação sindical da categoria e um espaço para discutir e priorizar as reivindicações nacionais da categoria. Será um momento de troca de ideias e propostas para atuação em prol da qualidade do ensino superior e do trabalho docente”, pontuou o docente.
Compõem ainda a delegação da seção sindical as professoras Ana Cristina Martins, Ana Lúcia Gomes, Elciclei Faria dos Santos (Faced) e Maria Rosária do Carmo, todas da sede da Ufam, e ainda os professores José Alcimar de Oliveira, atual presidente da Adua, e o docente Antônio Batista, indicado pela diretoria da entidade.

De acordo com o presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, o 34º Congresso do Sindicato Nacional é um momento importante para a reflexão e o debate sobre a educação, as condições de trabalho dos docentes, a conjuntura e os desafios para a classe trabalhadora. “Neste ano, temos uma nova conjuntura política do país, com ajustes fiscais, cortes no orçamento e retiradas de conquistas históricas dos trabalhadores. Será, necessariamente, um ano de muitas lutas, e o objetivo do congresso é preparar os professores para esses enfrentamentos”, afirmou.

Em relação à pauta unificada dos Servidores Federais, Rizzo ressaltou que, caso não haja avanço no processo de negociação com o Governo Federal e sejam mantidas as políticas de cortes e arrocho, não está descartada a possibilidade de uma greve geral do funcionalismo federal.

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