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Programa Brigadas contra o Aedes aegypti está em 1,2 mil instituições no Amazonas

O Programa de Brigadas de combate ao Aedes aegypti já está ativo em 1.217 instituições no Amazonas. Ao adotar a iniciativa, a instituição tem o dever de manter os ambientes livres do mosquito, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A iniciativa é coordenada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

A iniciativa é importante estratégia para combater as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que apresentam sazonalidade de novembro a maio no Amazonas. Esses meses concentram 80% das notificações de dengue e coincidem com o período chuvoso no estado.

Pelo programa, os integrantes realizam checagem de, no mínimo, 10 minutos, uma vez por semana, para eliminar criadouros e interromper o ciclo do transmissor, evitando o nascimento de novos mosquitos. As brigadas também incluem a realização de atividades educativas em saúde e monitoramento de casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya. A estratégia está sob a responsabilidade conjunta de três setores da FVS-AM: Grupo Técnico de Integração (GTI), Gerência de Doenças de Transmissão Vetorial (GDTV-Dengue) e Núcleo de Educação em Saúde (NES).

No Amazonas, a iniciativa está presente em instituições públicas e privadas de Manaus e em nove municípios do interior do estado que foram visitados por equipes da FVS-AM em 2019. São eles: Borba, Coari, Maués, São Gabriel da Cachoeira, Humaitá, Novo Aripuanã, Guajará, Novo Airão e Boa Vista do Ramos.

Além dessas cidades, também apresentaram ações de combate ao Aedes aegypti, as equipes de saúde de Tefé, Presidente Figueiredo e Manacapuru, que receberam treinamento presencial na sede da FVS-AM em Manaus, antes da pandemia de Covid-19, ainda no início de 2019. As instituições que estão em condições satisfatórias recebem o selo do programa que demonstra compromisso social do estabelecimento no combate ao mosquito.

O programa está aberto a adesões de instituições públicas e privadas. “As ações contribuem para a intensificação das estratégias de combate ao vetor nesses ambientes. Incentivamos que municípios e estabelecimentos busquem aderir ao programa e contribuam para o controle do mosquito”, destaca o diretor-presidente da FVS-AM, Cristiano Fernandes.

O monitoramento é realizado por meio da análise de dados, enviados mensalmente pelas equipes municipais de saúde, com informações das inspeções semanais, atividades educativas e notificações de casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya. “A partir desses relatórios, é possível realizar o monitoramento dessas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nesses ambientes”, afirmou a sanitarista Josielen Amorim, coordenadora do GTI/FVS-AM.

Adesão – Das 1.217 brigadas em funcionamento, 1.034 estão em instituições públicas e privadas na capital do estado, sendo 235 em escolas estaduais, 136 em instituições estaduais e federais, 254 em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 409 em escolas municipais. Os demais 183 programas de brigadas ativos estão no interior do estado.

Com a pandemia de Covid-19 e a necessidade de isolamento e distanciamento social como medida de enfrentamento ao novo coronavírus, as visitas em estabelecimentos e instituições que buscam aderir ao programa foram suspeitas, mas retornaram no último mês de março, quando 24 instituições já foram visitadas.

“O objetivo é que todo imóvel não residencial, como igrejas, agências bancárias, escolas e shoppings, tenham o programa implantado e atuante. Mesmo com o cenário da pandemia de Covid-19, não podemos esquecer do Aedes aegypti, pois as arboviroses também podem matar”, alertou a coordenadora do GTI.

Programa – O Programa de Brigadas de combate ao Aedes aegypti foi instituído pelo Decreto Estadual nº 36.640/2016 como resposta ao enfrentamento do zika vírus. As solicitações para aderir ao programa de brigadas devem ser realizadas ao Grupo Técnico de Integração da FVS-AM (GTI/FVS-AM) pelo e-mail: [email protected]

Cenário – Dados parciais do Departamento de Vigilância Epidemiológica da FVS-AM (DVE/FVS-AM) apontam para o registro de 4.379 casos notificados de dengue; 34 casos notificados de chikungunya; e 32 casos de notificações de zika até o fim de março. Os dados constam no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.

Referência – A FVS-AM é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas, incluindo o monitoramento de indicadores de doenças, como a dengue, por meio do Departamento de Vigilância Ambiental e Controle de Doenças (DVA) via Gerência de Doenças de Transmissão Vetorial (GDTV/DVA), Grupo Técnico de Integração (GTI) e Núcleo de Educação em Saúde e Mobilização Social (NES).

A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus. Os números para contato são (92) 3182-8550 e 3182-8551. Os contatos específicos do DVA, GDTV/DVA e NES são, respectivamente, 3182-8547, 3182-8542 e 3182-8537.

FOTO: Divulgação/FVS-AM

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